| Desenvolvimiento de habilidades cognitivas e metacongnitivas de leitura em softwares e webs educativos |
Autores: Luiziana Rezende
Institución: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Núcleo de Computacao Eletrönica, Laboratorio de tecnologías Interativas- CCMN RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL TEL: (021) 598.3260 ou (021) 270.8547
E-Mail: luiziana@lci.ufrj.br
Abstract
This paper presents a study about the fundamental principles of reading and the cognitives and metacognitives skills developed through hypermedia aplications, drawing a parallel between two ways of hypertext presentation: in stand alone system and in distributed systems, with the objective of understanding the relation between the author and the reader in this new interactive enviroment as its objectives through educational hypermedia and Web use.
1. Introdução
O hipertexto, durante algumas décadas, vem sendo utilizado com diferentes fins e a partir de diferentes enfoques, dependendo do contexto no qual está inserido. Muitos autores (Bush,1945; Barrett,1989; Carlson,1990; Lévy,1996); vêm analisando as vantagens e desvantagens de sua utilização, com visões muitas vezes bastante otimistas.
Na década de noventa, o hipertexto, mais conhecido como hipermídia ou multimídia interativa, por conjugar texto, som, imagem e movimento, associado às redes digitais, passou a se constituir num verdadeiro ambiente de interação e construção social do conhecimento, no qual leitor e autor são elementos ativos, que interagem a distância, onde seus papéis se misturam e o leitor tornar-se o próprio autor, criando muitas vezes , de forma cooperativa, um novo texto. Os conceitos de autoria, autoridade e autonomia são revistos e um novo mundo de criação, comunicação e recriação é estabelecido, dando margem a um novo tipo de aplicação do hipertexto: a hiperarte e a hiperficção; um novo espaço: a hiperweb; uma nova cultura: a cibercultura; com novos valores, relações, interações e papéis.
E as habilidades cognitivas e metacognitivas da compreensão no ato da leitura com este novo enfoque, será que são outras ou são as mesmas do texto na forma de livro impresso? Se são as mesmas, será que a hipermídia amplifica estas habilidades ou as inibe?
2. Princípios Fundamentais da Leitura
A leitura é considerada um ato cognitivo na medida em que envolve processos cognitivos múltiplos, como percepção e reflexão sobre um conjunto complexo de componentes. Contudo também é um ato social, entre dois sujeitos - leitor e autor – que interagem entre si, a partir de objetivos e necessidades socialmente determinados. Segundo Kleiman (1989), "trata-se da dimensão interacional entre autor e leitor, a partir de uma base textual sobre a qual o leitor se apóia, que constitui-se na materialização de significados e intenções de um dos interagentes a distância, via o texto escrito". Sob esta perspectiva o texto é visto como um objeto complexo, relacionado a um contexto que o torna coerente, indistinto, com tantas e variadas dimensões que não se sabe por onde iniciar a sua apreensão. A leitura, uma atividade simples, natural e prazerosa em busca de significados e sentidos, como outras atividades comunicativas.
Na compreensão de um texto, segundo Kleiman (1989), estão envolvidos: o engajamento do conhecimento prévio, o conhecimento textual e a ativação do conhecimento do mundo para que não fique perdido no fundo da memória. Lévy (1996) observa que "uma tecnologia intelectual, quase sempre, exterioriza, objetiva, virtualiza uma função cognitiva, uma atividade mental e um texto reorganiza a economia ou ecologia intelectual em seu conjunto e modifica em troca a função cognitiva que ele supostamente deveria auxiliar ou reforçar".
A partir da leitura, há então, uma reconstrução do significado mediante o uso de conhecimentos partilhados entre autor e leitor. A ativação do conhecimento prévio permite ao leitor fazer inferências necessárias para relacionar diferentes partes discretas do hipertexto num todo coerente. Segundo Lévy (1996), "enquanto dobramos o texto sobre si mesmo, produzindo assim sua relação consigo próprio, sua vida autônoma, sua aura semântica, relacionamos também o texto a outros objetos, a outros discursos, a imagens, a afetos, a toda a imensa reserva flutuante de desejos e de signos que nos constitui".
Há evidências experimentais (Kleiman,1989) que mostram com clareza que o que o leitor lembra mais tarde, após a leitura, são as inferências que fez durante a leitura, não lembrando o que o texto dizia literalmente.
A leitura, então, é vista como uma atividade caracterizada pelo engajamento e uso do conhecimento, em vez de uma mera recepção passiva.
Kleiman (1989) observa que "a leitura implica numa atividade de procura do leitor, no seu passado de lembranças e conhecimentos e sugere caminhos, mas que certamente não explicita tudo o que seria possível explicitar". O que orienta o leitor, então, não é mais o sentido do texto, mas a direção e a elaboração do seu pensamento e a sua imagem do mundo.
O conhecimento do mundo, estruturado através de esquemas na memória do leitor, determina suas expectativas sobre a ordem natural das coisas.
O conhecimento textual refere-se a estrutura do texto cujo discurso pode se classificar em narrativo, descritivo e argumentativo, quando considerado o caráter de interação entre o autor e o leitor, pois o autor se propõe a fazer algo e quando essa intenção está materialmente presente no hipertexto, através de marcas formais, o leitor se dispõe a escutar, momentaneamente o autor, para depois aceitar, julgar, rejeitar.
A atividade de leitura, segundo Kleiman (1989) possui dois princípios fundamentais: a coerência e a formulação de hipóteses.
O princípio da coerência rege a atividade de leitura e está relacionado ao engajamento do leitor a partir de seus objetivos e propósitos.
Não há um processo de compreensão do texto escrito, mas sim vários processos de leitura, sempre ativos, tantos quantos forem os objetivos do leitor, muitas vezes estes últimos determinados pelos tipos ou formas de textos.
No ato de leitura o leitor faz uso de mecanismos para apreensão rápida da informação visual, dando uma mera passada de olhos (scanning ou avistada) a fim de depreender o tema dos diversos itens, a partir do hipertexto. Uma vez localizado um assunto de interesse é provável que seja lido procurando detalhes sobre o assunto, comparando com o que já se sabe sobre o mesmo. Se não há dúvida sobre o possível interesse sobre um tema, é provável que o leitor utilize uma pré-leitura seletiva (skimming ou desnatamento) que consiste em ler por exemplo, seletivamente os primeiros ou os últimos períodos dos parágrafos, tabelas, ou outros itens selecionados pelo leitor, a fim de obter uma idéia geral sobre o tema e subtemas. As diversas maneiras de ler, então, são apenas diversos caminhos para alcançar o objetivo pretendido.
A capacidade de estabelecer objetivos na leitura é uma estratégia metacognitiva, isto é, uma estratégia de controle e regulamento do próprio conhecimento. O leitor está decidindo e refletindo sobre o próprio conhecimento. As hipóteses do leitor fazem com que certos aspectos do processamento, essenciais a compreensão, se tornem possíveis, tais como o reconhecimento global e instantâneo de palavras e frases relacionadas ao tópico , bem como inferências sobre palavras não percebidas durante a "sacada" (uma vez que o movimento do olho durante a leitura não é linear, o que permitiria ler tudo, letra por letra e palavra por palavra, mas é sacádico, o que significa que o olho dá pulos para depois se fixar numa palavra e daí pular novamente uma série de palavras até fazer nova fixação). Kleiman (1989) observa que "o reconhecimento instantâneo e a inferência a partir da visão periférica são essenciais para a leitura rápida que por sua vez é essencial para não sobrecarregar os mecanismos do processamento inicial (chamado de memória imediata), com o material que nossos olhos, muito rapidamente, continuam a trazer para o cérebro processar".
Os mecanismos superficiais de processamento visual são também necessários, pois é através do olho que o input gráfico é percebido, mas uma vez que a imagem é apreendida, ela passa pelos processos analíticos próprios de procura de significado, que são comuns a qualquer leitura.
Um leitor mais experiente percebe as palavras globalmente e advinha muitas outras, guiado pelo seu conhecimento prévio e por suas hipóteses de leitura.
Uma vez que o leitor tenha formulado hipóteses de leitura independentemente, utilizando tanto seu conhecimento prévio como os elementos formais não visíveis e de alto grau de informatividade, a leitura passa a ter o caráter de verificação de hipóteses, para confirmação ou refutação e revisão, que envolve uma atividade consciente, autocontrolada pelo leitor, bem como uma série de estratégias necessárias à compreensão. Ao formular hipóteses o leitor está predizendo temas, e ao testá-las está depreendendo o tema, também postulando uma possível estrutura textual, e, na testagem de hipóteses está reconstruindo uma estrutura textual; na predição ele está enriquecendo, refinando, checando esse conhecimento.
Isto significa que está utilizando estratégias metacognitivas de monitoração para atingir o objetivo de verificação de hipóteses. As atividades de natureza metacognitivas são ideossincráticas, individuais.
3. Hipertexto e Estratégias Cognitivas e Metacognitivas
O processo através do qual utilizamos elementos formais do hipertexto para fazer as ligações necessárias à construção de um contexto é um processo inferencial de natureza inconsciente, sendo então considerado uma estratégia cognitiva de leitura.
As estratégias cognitivas regem os comportamentos automáticos, inconscientes do leitor, e o seu conjunto serve essencialmente para construir a coerência local do texto, isto é, aquelas relações coesivas que se estabelecem entre elementos sucessivos, seqüenciais no texto.
Há vários princípios, citados por Kleiman (1989), que guiam o processo inferencial.:
regra da recorrência – explica a expectativa de que o cenário textual apresente um número limitado de objetos, ou personagens, ou eventos, pois espera-se que estes recorram no hipertexto e que essa recorrência seja marcada mediante vários mecanismos.
regra da continuidade temática – permite a interpretação de elementos seqüenciais, separados, como estando relacionados por um mesmo tema: a unidade temática não constitui uma regra, mas determina a expectativa de que se um tema é abandonado para a introdução de um novo tema, eles devem estar relacionados, e a relação deve ser inferível ou materializada formalmente, ou ambos.
regra de linearidade – materialização (no computador) dos elementos formais através de "nós", refletindo essa ordem natural.
Quanto mais o hipertexto se conforma a essas expectativas, mais automáticas serão as inferências que permitem as ligações de elementos. Quando não, haverá necessidade de desautomatização para compreender, e o hipertexto se tornará mais complexo, pois faz-se necessário relacionar, sem pistas, os antecedentes e os sucessores.
Esta regra orienta as estratégias através das quais o leitor constrói laços coesivos. Quando a ordem não é linear seqüencial, então a leitura se torna mais complexa e o hipertexto um instrumento disparador das habilidades metacognitivas.
As regras que regem as estratégias cognitivas funcionam não só a nível semântico, mas também a nível sintático, orientando o processo de segmentação do hipertexto.
regra da não contradição – em casos de informações conflitantes o leitor escolhe aquela mais relevante ao desenvolvimento do tema, também supersede princípios locais.
As estratégias cognitivas funcionam a nível local do hipertexto, ou seja, na microestrutura. Constituem-se nos princípios e regras que orientam os processos inconscientes do leitor na reconstrução de laços coesivos entre elementos contíguos e seqüenciais no texto.
As estratégias metacognitivas funcionam a nível global do hipertexto, ou seja, na macroestrutura, permitindo o estabelecimento de relações entre unidades não contíguas no texto.
Quando o texto não corresponde às expectativas e crenças do leitor, quando ele é inesperado, é necessário que o leitor faça a monitoração consciente e a desautomatização de suas estratégias cognitivas rumo às metacognitivas para depreender a linha temática e compreendê-lo.
Ao desautomatizar as estratégias cognitivas o leitor ruma em direção a superestrutura do hipertexto, ou seja, a sua estrutura abstrata, que é formada por categorias recursivas, ou seja, o leitor faz várias recorrências ao hipertexto, realizando atividades de analogia, contraste e comparação, avaliação e prova informal, como se tratasse de círculos concêntricos onde cada círculo forma uma nova categoria para um círculo maior, onde o maior de todos seria o tema do texto.
Lévy (1996) descreve o mesmo processo utilizando a metáfora do "anel de Moebius", pois para compreender o leitor deve "recriar" o texto mentalmente e, portanto, entrar e sair de dentro dele num contínuo.
As categorias abstratas que são materializadas no hipertexto, através de imagens, gráficos, mapas, movimento ou som, são percebidas mais facilmente pelo leitor.
Na reconstrução de relações lógicas o processamento do texto pelo leitor é essencialmente de caráter cognitivo, mas quanto maior for a rede de ligações feita pelo leitor através do hipertexto, mais se fará necessário o controle ativo desse processo mediante as estratégias metacognitivas de manutenção de objetivos e monitorização e desautomatização do processo de compreensão.
Desta forma, o hipertexto em seu sentido mais amplo, potencializa o desenvolvimento de habilidades cognitivas e, principalmente, desencadeia o desenvolvimento das habilidades metacognitivas de compreensão na leitura.
4. Paradigmas e Funcionalidades
A leitura em contextos de sistemas hipermídia é fortemente influenciada pelo paradigma a partir do qual a navegação foi elaborada e pelas funcionalidades inseridas nas aplicações.
Ao se pensar em sistemas hipermídia stand-alone observa-se, quanto à evolução, que:
As funcionalidades criadas para os sistemas hipermídia (Rezende, 1997) muito auxiliam o processo de navegação no que diz respeito aos princípios que guiam o processo inferencial do leitor:
5. Cibercultura, Hiperficção e Hiperweb
Com o desenvolvimento e utilização acelerados da telemática e das tecnologias cognitivas, surgiu uma nova cultura, utilizando novas formas de comunicação mediadas pelo computador, com novos padrões de comportamento e novas formas de interação: a cibercultura; que segundo Lévy (1996), está levando a humanidade a ressurgência da cultura do texto, como se a virtualização contemporânea realizasse o devir do texto.
A Web, segundo Keep e McLaughlin (1997) pode ser considerada como exemplo de um ilimitado hipertexto desestruturado, onde cada página é um nó, cada link leva a outras páginas num mesmo site ou a outros do mundo, constituindo a hiperweb.
Quando os nós contêm elementos de um trabalho literário, o hipertexto é considerado um site para criação artística ou de hiperarte ou hiperficção. A hiperficção constitui-se numa forma de trabalhar a narrativa no contexto da hipermídia, que possibilita grande flexibilidade, levando o leitor a envolver-se de forma contundente com o texto, determinando o desenrolar da estória, mudando finais, situações, personagens etc. Constitui-se num espaço de múltipla autoria, de indistinção e de mistura das funções de leitura e escrita.
Neste ambiente os leitores podem não apenas modificar as ligações, mas também acrescentar nós (textos, imagens etc.), conectar um hiperdocumento a outro , traçar ligações hipertextuais entre uma série de documentos. Segundo Lévy (1996) "os hiperdocumentos acessíveis por uma rede informática são poderosos instrumentos de escrita-leitura coletiva".
Na Web o leitor entra numa dimensão de interação com grandes possibilidades, penetrando em camadas escondidas de significados diferentes, com súbitas reviravoltas na narrativa e surpresas dramáticas, adicionando música, imagem etc.
6. Algumas Considerações
No ambiente Web o leitor deve fazer inferências a todo momento para relacionar sites e páginas. Além da atividade de leitura, o leitor também tem uma grande atividade de busca, seleção e recuperação de informações, pois como um grande hipertexto desestruturado, que vai crescendo desordenadamente, sem regras formais que padronizem os tipos de documentos e sem oferecer ao leitor o acesso a "metatextos".
Desta forma, o leitor penetra num ambiente no qual a navegação depende de seus objetivos, de seu contexto e de sua habilidade em definir palavras-chaves adequadas que possam lhe dar acesso aos textos que busca.
Na Web é muito comum ocorrrerem problemas de sobrecarga cognitiva, desorientação e perda de contexto devido a grande quantidade de inferências que o leitor deve fazer para relacionar partes num todo que não é coerente, nem organizado. De certa forma, o conhecimento prévio e o conhecimento do mundo do leitor encontram-se estruturados e, quando em confronto com um ambiente totalmente desestruturado, tem que tomar decisões a todo momento, com poucas pistas formais no hipertexto para auxiliá-lo. Necessita ser regido fortemente pelo princípio da coerência para que não perca o rumo da leitura.
O leitor também utiliza em demasia os mecanismos de apreensão rápida da informação visual, como scanning, para verificar se aquele site realmente se enquadra no tema que busca. Se é pertinente, o leitor faz uma pré-leitura seletiva (skimming) para obter uma idéia geral do site.
Os mecanismos de "recuperação da informação", oferecidos por alguns programas de busca, não são completos e adequados ao leitor, de forma que das informações recuperadas, poucas realmente estão de acordo com seus objetivos de busca.
Contudo, a navegação pela Web força o leitor a estabelecer objetivos e tomar decisões, desenvolvendo intensamente estratégias de controle e regulamento do próprio conhecimento, sempre decidindo e refletindo.
Para se preservar, o leitor utiliza bastante o reconhecimento instantâneo e a inferência a partir da visão periférica (sacada) para não sobrecarregar os mecanismos da memória imediata, selecionando muito rapidamente os materiais trazidos intensamente para o cérebro processar.
Os sites e hipertextos da Web, atualmente, possuem uma forte sobrecarga de inputs visuais e auditivos, forçando o leitor a usar em demasia os processos analíticos de procura de significado.
Quanto mais o leitor consegue definir seus propósitos de leitura independente, utilizando seu conhecimento prévio, mais habilidades de leitura desenvolve na Web, onde são constantes as situações de verificação, confirmação ou refutação e revisão de suas hipóteses. O processo de leitura vai se tornando consciente e autocontrolado pelo leitor, refinando e enriquecendo seu conhecimento. As estratégias metacognitivas, então, são fortemente exploradas e requisitadas para monitoração da própria leitura.
O leitor necessita utilizar em demasia a regra de recorrência mediante mecanismos que marquem seus caminhos de navegação e os armazene.
Nos hipertextos da Web as ligações costumam ser temporárias e sempre atualizadas, de modo que as marcas formais, as vezes não são materializadas, quebrando a regra da continuidade temática, exigindo maior esforço cognitivo do leitor.
Nem sempre os nós hipertextuais da Web respeitam o princípio da canonicidade, não refletindo na linguagem a ordem natural das coisas e as expectativas do leitor, forçando em demasia a desautomatização da leitura ocasionando sobrecarga cognitiva.
O princípio da coerência e a regra da não contradição são muito exigidos nos hipertextos da Web, pois o leitor tem que fazer escolhas, a todo momento, das informações mais relevantes para seu contexto e de acordo com sua visão de mundo.
É necessário muita pesquisa nesta área ainda tão desconhecida, para que se possa oferecer, tanto ao autor como ao leitor, oportunidades de livre expressão e de comunicação, características essenciais para o desenvolvimento de leitores críticos e engajados na realidade, sem contudo criar "camisas de força" ou perda de objetivos e de contexto na leitura.
7. Bibliografia
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