PAINEL2: INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

COORDENAÇÃO: Lucila Maria Costi Santarosa (UFRGS- Brasil)
PAINELISTAS: Dr. José Gabriel Zato (UPM-Espanha)
Dr. David Rodrigues (UTL- Portugal)
Dr. Armando Valente (UNICAMP - Brasil)





Informática na Educação Especial é uma das áreas de aplicação e investigação de extrema relevância no campo da Educação.

Tem-se observado que as Tecnologias da Informação e Comunicação - TIC têm apresentado maiores/melhores efeitos na Educação Especial quando comparada à Educação geral, como também que grande parte do que é planejado/aplicado para portadores de necessidades educativas especiais, principalmente na área de software, resulta em benefícios a outros usuários, estendendo-se seu uso de modo generalizado.

Embora existam diferentes classificações sobre as áreas de aplicação das TIC para portadores de necessidades educativas especiais, vemos duas grandes categorias de investigação/aplicação. Assim, de forma bastante simplificada, podemos apontar uma das categorias como a de "prótese física" e a outra como a de "prótese mental".

(1) Como "prótese física" incluímos o conjunto de dispositivos e procedimentos que visam o desempenho de funções que o corpo não pode ou tem dificuldades de executar devido às deficiências. São também chamadas de ajudas técnicas, cuja gama existente varia muito com vistas a atender às diferenciadas deficiências no campo motor, visual, auditivo, etc. de portadores de necessidades educativas especiais. Nessa área, inserimos todas as formas de acesso às TIC, que envolvam simuladores, acionadores, sensores, entre outros dispositivos, que possibilitam efetivar o processo de interação/comunicação, desse tipo de usuário, com a vasta produção de sistemas e softwares desenvolvidos.
 
 

(2) Como "prótese mental" inserimos todo o processo de intervenção sobre portadores de necessidades educativas especiais, visando o seu desenvolvimento cognitivo, sócio-afetivo e de comunicação, utilizando-se dos recursos da Informática. Nesse sentido, nos referimos de modo especial, aos ambientes de aprendizagem/desenvolvimento computacionais ou informatizados, criados com a finalidade de intervir sobre processos e estruturas mentais do indivíduo portador de necessidades educativas especiais.

Em muitos procedimentos criados é difícil estabelecer os limites ou fronteiras para categorizar como "prótese física ou mental", uma vez que eles atuam em ambas as áreas de forma simultânea. O importante é ter presente que qualquer dispositivo ou procedimento como "prótese física" sempre terá como finalidade oportunizar maiores e melhores condições para o desenvolvimento desses usuários, no âmbito do que chamamos de "prótese mental".

Dentro desse âmbito de investigação/aplicação, pretendemos trazer à discussão, neste Painel , alguns aspectos relacionados ao potencial das TIC, no sentido de criar espaços para interação/comunicação/inclusão que favoreçam o desenvolvimento de portadores de necessidades educativas especiais, através de políticas nacionais que otimizem o acesso e a apropriação dessas tecnologias por parte desses usuários; a criação de centros de pesquisa para o estudo e desenvolvimento de tecnologias e metodologias alternativas, o intercâmbio internacional que mobilize esforços conjuntos, entre outros .