A TELEPRESENÇA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA ÁREA DE INFORMÁTICA EM EDUCAÇÃO: implantando o construcionismo contextualizado
 

JOSÉ ARMANDO VALENTE
NIED-UNICAMP SP/BRASIL
e-mail: jvalente@turing.unicamp.br
Fax: ++55 19 239 4717


Este artigo descreve uma experiência de uso do construcionismo contextualizado na formação de professores realizado através da combinação de atividades presenciais e via rede Internet. Tradicionalmente os cursos de formação de professores na área de informática na educação não propiciam experiências para os professores implementarem o computador como parte das atividades de sala de aula. Isto pode ser feito através do construcionismo contextualizado. Essa experiência tem criado um processo de formação continuada, realizada no contexto da escola onde os professores têm a oportunidade de implementar o computador na suas atividades de sala de aula, depurar essas experiências e construir conhecimento sobre os aspectos computacionais, pedagógicos e de como criar situações de aprendizagem onde seus alunos possam também construir o conhecimento sobre conceitos curriculares através do uso do computador.
 
 

INTRODUÇÃO
 

O presente artigo tem como objetivo descrever o trabalho de investigação sobre o uso da rede Internet no processo de formação de professores da área de informática em educação que já está sendo realizado com o Colégio Mãe de Deus, de Londrina. A interação via rede Internet tem permitido os pesquisadores do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) "estarem juntos" dos professores dessa escola e com isso implantar uma formação com base no construcionismo contextualizado: construcionistano sentido da construção de conhecimento baseada na realização concreta de uma ação que produz um produto palpável (um artigo, um objeto) através do computador, e que seja de interesse pessoal de quem produz; contextualizada no sentido do produto ser vinculado à realidade da pessoa ou do local onde o produto vai ser produzido e utilizado.

O trabalho que está se desenvolvendo atualmente sobre o uso da rede Internet na formação de professores da área de informática em educação tem como objetivo preparar o professor para usar o computador em sua sala de aula, alternando adequadamente atividades tradicionais de ensino-aprendizagem e atividades que usam o computador e, com isso, criar condições para os alunos construírem seu conhecimento. Isso significa uma formação que pretende atingir três pontos fundamentais. Primeiro, propiciar ao professor condições para ele entender o computador como uma nova maneira de representar o conhecimento provocando um redimensionamento dos conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de novas idéias e valores. Usar o computador com essa finalidade requer a análise cuidadosa do que significa ensinar e aprender bem como demanda rever o papel do professor nesse contexto. Segundo, propiciar ao professor a vivência de uma experiência que contextualiza o conhecimento que ele constrói. É o contexto da escola, a prática dos professores e a presença dos seus alunos que determinam o que deve ser abordado nos cursos de formação. Assim, o processo de formação deve prover condições para o professor construir conhecimento sobre as técnicas computacionais, entender por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica e ser capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica, e com isso possibilitar a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a resolução de problemas específicos do interesse de cada aluno. Finalmente, criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vividas durante a sua formação para a sua realidade de sala de aula compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir.

Essa formação tem sido possível combinando atividades presenciais e atividades via rede Internet e está sendo desenvolvido com o Colégio Mãe de Deus, em Londrina, Paraná.
 
 

CURSOS DE FORMAÇÃO EM INFORMÁTICA EM EDUCAÇÃO
 

A formação de professores do 1º e 2º graus para usarem a informática em educação tem recebido muita atenção por parte dos pesquisadores da área. Diversos estudos têm abordado esse tema (Altoé, 1993; Almeida, 1996; Menezes, 1993; Prado, 1996; Silva Neto, 1992; Mattos, 1992) e todos os Centros de Informática Educativa (CIEd) têm programas de formação de profissionais na área como relatado na Em Aberto (Ano XII, nº 57, 1993). As escolas que têm interesse em implantar a informática no processo de ensino-aprendizagem dedicam parte do orçamento para a formação de professores.

Em geral, a capacitação de profissionais para atuarem na área de informática em educação tem sido realizada através de cursos de pós-graduação (mestrado ou doutorado) ou cursos de sensibilização, extensão, aperfeiçoamento, e especialização. Isso acontece tanto no Brasil quanto em outros países (Harper, 1993; Hoyles, Noss e Sutherland, 1991).

Todos esses modelos de cursos são presenciais porque exigem a presença física tanto do professor que está sendo formado quanto do professor formador. No caso da informática em educação essa presença é ainda mais marcante devido as peculiaridades que a formação nessa área exige. O professor formado necessita conhecer ferramentas computacionais (linguagem de programação ou banco de dados), teorias que explicam o processo de aprendizagem, os fatores sociais e afetivos que contribuem para a mesma e conhecer como intervir na interação aluno-computador. Assim, parte do processo de formação exige que o professor interaja com o computador obrigando que os cursos nessa área sejam realizados em centros onde haja concentração de computadores.
 
 

O Projeto FORMAR

No Brasil, o Projeto FORMAR tem sido usado como modelo de formação de professores na área de informática em educação. O FORMAR teve como objetivo principal o desenvolvimento de cursos de especialização na área de informática em educação. O primeiro curso foi realizado na UNICAMP, durante os meses de junho a agosto de 1987, e ministrado por pesquisadores, principalmente, dos projetos EDUCOM. Este curso ficou conhecido como Curso FORMAR I. No início de 1989 foi realizado o segundo curso, conhecido como FORMAR II. A estrutura dos cursos é muito semelhante, apesar de os objetivos específicos serem um tanto diferentes (Valente, 1993b).

Tanto o FORMAR I quanto o FORMAR II foram realizados na UNICAMP. Em cada um dos cursos participaram 50 professores, vindos de praticamente todos os estados do Brasil. Esses cursos tiveram duração de 360 horas, distribuídas ao longo de 9 semanas: 45 dias, com 8 horas por dia de atividades. Os cursos eram constituídos de aulas teóricas, práticas, seminários e conferências e os alunos foram divididos em duas turmas. Enquanto uma turma assistia aula teórica a outra turma realizava aula prática usando o computador de forma individual.

O FORMAR I e o FORMAR II apresentaram diversos pontos positivos. Primeiro, propiciaram a capacitação de profissionais da educação que nunca tinham tido contato com o computador e que hoje desenvolvem atividades nesta área nos CIEds ou nas respectivas instituições de origem. Esses profissionais, em grande parte, são os responsáveis pela disseminação e a formação de novos profissionais na área de informática em educação. Segundo, o curso propiciou uma visão ampla sobre os diferentes aspectos envolvidos na informática em educação, tanto do ponto de vista computacional quanto pedagógico. Terceiro, o fato de o curso ter sido ministrado por especialistas da área, de praticamente todos os centros do Brasil, propiciou o conhecimento do tipo de pesquisa e do trabalho que estava sendo realizado em informática em educação.

Entretanto, os cursos apresentaram diversos pontos negativos. Primeiro, o curso foi realizado em local distante do local de trabalho e de residência dos participantes. Isso significa que eles tiveram que interromper, por dois meses, as atividades docentes e deixar a família -- o que nem sempre é possível e o mais propício para a sua formação. Segundo, o curso foi demasiadamente compacto. Com isso tentou-se minimizar o custo de manutenção do profissional no curso e o tempo que ele deveria se afastar do trabalho e da família mas, deixou de oferecer o espaço e o tempo necessários para que os participantes assimilassem os diferentes conteúdos e praticassem com alunos as novas idéias oferecidas pelo curso. Os participantes do curso nunca tiveram a chance de vivenciar o uso dos conhecimentos e técnicas adquiridas e receber orientação quanto à sua performance de educador no ambiente de aprendizado baseado na informática. Terceiro, muitos desses participantes voltaram para o seu local de trabalho e não encontraram as condições necessárias para a implantação da informática na educação. Isso aconteceu tanto por falta de condições físicas (falta do equipamento) quanto por falta de interesse por parte da estrutura educacional. Alguns meses foram necessários para a construção das condições mínimas de modo que os conhecimentos adquiridos pudessem entrar em operação.

Não obstante, certos aspectos do Projeto FORMAR, principalmente conteúdo e metodologia, passaram a ser usados como base para outros cursos de formação na área de informática em educação. O material gerado pelo curso e as experiências acumuladas têm sido usadas na implantação de praticamente todos os cursos nessa área (Prado & Barrella, 1994). Especialmente agora com implantação da informática através do projeto dos 100.000 micros do Ministério da Educação, praticamente todos os cursos de formação elaborados pelas Secretarias de Educação dos Estados têm como modelo o Projeto FORMAR.

Em vista dos problemas identificados com o FORMAR os pesquisadores do NIED elaboraram uma proposta de cursos de formação de professores que minimizassem esses problemas e incorporassem os conhecimentos do construcionismo (Valente, 1993a). De acordo com essa proposta, o objetivo dos cursos de formação não é só propiciar conhecimento sobre informática e sobre os aspectos pedagógicos mas, auxiliar o professor e a administração da escola a construir o processo de implantação da informática na escola.
 
 

A formação com base no construcionismo

A abordagem construcionista significa o uso do computador como meio para propiciar a construção do conhecimento pelo aluno ou seja, o aluno, interagindo com o computador na resolução de problemas, tem a chance de construir o seu conhecimento. O conhecimento não é passado para o aluno; o aluno não é mais instruído, ensinado, mas é o construtor do seu próprio conhecimento. Esse é o paradigma construcionista que enfatiza a aprendizagem ao invés de destacar o ensino; a construção do conhecimento e não a instrução.

Para "ensinar" o computador o aluno deve utilizar conteúdos e estratégias. No caso da resolução de um problema via computador o aluno tem que combinar esses conteúdos e estratégias através de um programa que resolve um problema. A análise da tarefa de programar o computador tem permitido identificar diversos passos que o usuário realiza e que são de extrema importância na aquisição de novos conhecimentos (Valente, 1993a). Primeiro, a interação com o computador através da programação requer a descrição de uma idéia em termos de uma linguagem formal e precisa. A descrição permite ao aluno representar e explicitar o nível de compreensão que possui sobre os diferentes aspectos envolvidos na resolução do problema. Segundo, o computador executa fielmente a descrição fornecida. Esse "feedback" fiel e imediato é desprovido de qualquer animosidade ou afetividade que possa haver entre o aluno e o computador. O resultado obtido é fruto somente do que foi solicitado à máquina. Terceiro, o resultado obtido através do computador permite ao aluno refletir sobre o que foi solicitado ao computador. Finalmente, se o resultado não corresponde ao que era esperado, o aluno tem que depurar a idéia original através da aquisição de conteúdos ou de estratégias. A atividade de depuração é facilitada pela existência do programa do computador. Esse programa é a descrição das idéias do aluno em termos de uma linguagem precisa e formal. Além disso, existe uma correspondência direta entre cada comando e o comportamento do computador. Essas caraterísticas disponíveis no processo de programação facilitam a análise do programa de modo que o aluno possa achar seus erros (bugs). O processo de achar e corrigir o erro constitui uma oportunidade única para o aluno aprender sobre um determinado conceito envolvido na solução do problema ou sobre estratégias de resolução de problemas. O aluno pode experimentar alterar o conteúdo ou as estratégias e verificar se essas alterações são mais ou menos efetivas na busca da solução do problema. O aluno pode também usar seu programa para relacioná-lo com seu pensamento em um nível metacognitivo. Ele pode analisar seu programa em termos da efetividade das idéias, estratégias e estilo de resolução de problema. Nesse caso, o aluno começa a pensar sobre suas próprias idéias.

Entretanto, o processo de descrever, refletir e depurar não acontece simplesmente colocando o aluno em frente ao computador. A interação aluno-computador precisa ser mediada por um profissional que conhece Logo, tanto do ponto de vista computacional, quanto do pedagógico e do psicológico. Esse é o papel do mediador no ambiente Logo (Valente, 1996). Além disso, o aluno como um ser social, está inserido em um ambiente social que é constituído, localmente, pelo seus colegas, e globalmente, pelos pais, amigos e mesmo a sua comunidade. O aluno pode usar todos esses elementos sociais como fonte de idéias, de conhecimento ou de problemas a serem resolvidos através do uso do computador.

As ações que o aluno realiza na interação com o computador e os elementos sociais que suportam essa interação estão mostrados no diagrama abaixo.
 
 



Utilizar a abordagem construcionista na formação do professor significa propiciar as condições para o professor agir, refletir e depurar o seu conhecimento em todas as fases pelas quais ele deverá passar na implantação do computador na sua prática de sala de aula: conhecer os diferentes software e como eles podem propiciar aprendizagem, saber como interagir com um aluno, saber como interagir com a classe como um todo e desenvolver um projeto de como integrar o computador na sua disciplina.

Nesse sentido, professores e pesquisadores do NIED devem vivenciar a mesma experiência de modo que cada uma das partes possa entender a outra e propiciar soluções condizentes com a respectivas realidades. Além disso a introdução da informática na escola deve também incrementar a qualidade do ensino realizado pelos professores. Isso significa que as atividades computacionais deverão ser integradas às atividades desenvolvidas em sala de aula. Para tanto, cada professor deverá adquirir conhecimento sobre a informática e desenvolver, juntamente com os seus alunos, atividades relativas ao conteúdo da sua disciplina.
 
 

A necessidade do contexto da escola no processo de formação

Um curso de formação baseado na abordagem construcionista para ser efetivo deve ser desenvolvido na escola onde o professor trabalha. Isso apresenta diversas vantagens tanto para os professores como para o professor do curso. Primeiro, o conhecimento adquirido é contextualizado. A familiaridade dos professores com o computador acontece através do uso do computador da escola, com o sistema computacional e com a rede de computadores montada na escola. A experiência de aprender e de usar o computador acontece na escola, utilizando a população da escola como meio dos professores exercitarem e construírem o conhecimento sobre informática em educação. Segundo, os professores não deixam o seu local de trabalho e não têm que interromper a sua prática de ensino. As atividade do curso de formação podem ser organizadas de acordo com os horários dos professores. Terceiro, o professor do curso pode ser mais efetivo. Ele pode vivenciar e entender as idiossincrasias daquela escola de modo que as soluções pedagógicas e administrativas podem ser baseadas na realidade da comunidade escolar. Os professores e a administração da escola, através dessa vivência, vão adquirindo conhecimento sobre como implantar a informática como recurso pedagógico da escola.

O curso de formação baseado no construcionismo contextualizado permite a introdução do computador na escola como produto de um processo de construção do conhecimento. Esse processo implica na construção de conhecimento pedagógico sobre como usar o computador e mudanças administrativas de modo que o computador possa vir a ser parte das atividades realizadas pelos próprios professores da escola.

Cursos de formação baseados no construcionismo contextualizado foram utilizados em uma instituição de educação especial, a Associação de Assistência à Criança Defeituosa (AACD) de São Paulo, e na Escola Farropilha, em Campinas.

Embora esses cursos tenham sido muito mais eficiente, eles exigiram um contato muito intenso entre a escola e o professor do curso. O professor do curso deve ficar literalmente à disposição dos professores da escola para resolverem os problemas que impedem a realização das atividades de informática. Isso se tornou tremendamente custoso e impossível de ser continuado.

No entanto, parte do custo e do esforço da presença do professor pode ser minimizado através do uso da Internet. Com a possibilidade do uso das redes computacionais, é possível resolver grande parte dos problemas que a presença constante das partes envolvidas impõe. Essa solução deu origem ao projeto de formação baseado no construcionismo contextualizado combinando atividades presencias e atividades e trocas de informação via Internet.
 
 

O CONSTRUCIONISMO CONTEXTUALIZADO VIA INTERNET

A formação de professores para usarem o computador como parte da sua disciplina está sendo realizado combinando atividades presenciais e via Internet com os professores do Colégio Mãe de Deus, em Londrina, Paraná.

O projeto de formação dos professores e de implantação do computador no Colégio Mãe de Deus teve início em Fevereiro de 1995, com um curso presencial de 25 horas sobre a linguagem e a metodologia Logo. Esse curso foi realizado conjuntamente por pesquisadores do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pelo Núcleo de Informática Educativa (NIE) da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Após essa experiência 21 professores da pré-escola à oitava série iniciaram o trabalho com um ou dois de seus respectivos alunos. Essa experiência foi muito breve pelo fato de os estudantes não envolvidos nessa atividade demandarem o direito de usar o computador. Em seguida, foi realizado um outro curso presencial de aprofundamento do Logo, com duração de 25 horas. Após o término desse curso os professores iniciaram as atividades de uso do computador com suas respectivas classes.

No início de 1996 os professores e administradores do Colégio se interessaram em participar do projeto de formação via rede Internet. Nessa ocasião foi solicitado ao Colégio a ligação da rede local de computadores com um provedor da cidade de Londrina de modo que o Colégio pudesse ter acesso à rede Internet. A ligação com a Internet somente aconteceu no final de 1996. Independentemente do fato do Colégio não ter a comunicação via Internet os professores continuaram a utilizar o computador com os alunos e a interagir com os pesquisadores do NIED através do envio de documentos via correio ou interação via telefone.

Quando a rede Internet foi instalada, foi realizada diversas oficinas presenciais no Colégio ministradas por duas pesquisadoras do NIED: Fernanda Maria F. Barrella e Maria Elisabette B. B. Prado que estão colaborando nesse projeto. Essas oficinas versaram sobre o uso do computador em disciplinas curriculares específicas e sobre o uso da rede Internet (oficina de 4 horas de duração).

Assim, durante o ano de 1996 as atividades de formação dos professores do Colégio foram predominantemente presencias. As atividades de uso do computador durante esse ano foram compiladas e descritas em um relatório enviado via correio. Nesse relatório podemos identificar que quinze professores do Colégio, sendo três da pré-escola, oito da 1ª a 4º séries, quatro da 5ª a 8ª séries sendo que duas dessas professoras também ministram aulas no magistério.

A análise das atividades que os alunos realizaram mostra que o computador ainda não estava integrado às diferentes disciplinas. O nível dos programas dos alunos era bastante simples, não envolvendo nenhuma sofisticação computacional. O computador era basicamente utilizado para ilustrar as tarefas que os alunos desenvolvem. Por exemplo, o aluno elaborava uma série de desenhos usando Logo para ilustrar como um fenômeno acontecia ou desenhos para ilustrar uma visita a um determinado local da cidade. Isso mostrava que o computador ainda não tinha sido assimilado como um auxiliar na resolução de problemas ou no desenvolvimento de projetos interdisciplinares. As atividades computacionais eram restritas a uma disciplina e eram simples.

A partir do início do ano de acadêmico de 1997 as interações com o Colégio passou a ser feita somente via Internet. Cada um dos professores enviou via e-mail o plano para o primeiro semestre de 1997 sobre como pretendia utilizar o computador na sua disciplina. Foram dezessete planos enviados e que chegaram praticamente ao mesmo tempo.

Atualmente são quinze professores que têm mantido troca de informação via e-mail: três professoras da educação infantil, sete professoras da 1ª a 4ª séries, uma professora de 5ª série, duas professoras de 8ª série, e duas professoras do magistério do segundo grau.

O Colégio dispõe de um micro onde está instalado o sistema de e-mail, ligado ao servidor da Universidade Estadual de Londrina via linha telefônica. O sistema de comunicação é o Eudora e o Colégio como um todo dispõe de um endereço. Assim, os professores do Colégio ainda não dispõem de um endereço particular e não têm o hábito de ler o e-mail (o e-mail é lido pelo professor responsável pela manutenção da rede local de computadores que avisa aos professores destinatários a existência de mensagens).

A análise das primeiras mensagens enviadas foi bastante complica pois o sistema de e-mail instalado no NIED não estava preparado para lidar com a quantidade de informação, com a organização e catalogação da mesma. O sistema Eudora que está sendo usado tanto pelo Colégio quanto pelo NIED não permite a integração de mensagens com gráficos ou programas relacionados com a mensagem. Os arquivos são anexados à mensagem mas são recebidos e abertos em um outro sistema (Word, PaintShop ou Logo). A ligação dessas informações bem como a catalogação das mesmas têm que ser feita manualmente, sendo que é mais eficiente imprimir e arquivar a mensagem impressa. Isso têm consumido muito tempo, atrasando a freqüência do feedback fornecido ao professor.

Além disso, a interação via e-mail entre os pesquisadores do NIED e os professores do Colégio não tem sido muito intensa. Primeiro, as mensagens têm sido na forma de relatos que devem ser processados e o feedback tem levado um tempo maior do que o desejado. Terceiro, as mensagens enviadas pelos professores do Colégio são compostas no papel e "passadas" no editor do Eudora e enviadas. Finalmente, falta uma infra-estrutura computacional no sistema de e-mail do NIED para receber e processar um volume substancial de informação enviada pelos professores do Colégio.

No entanto, as interações que foram realizadas com os professores do Colégio relatam as experiências dos alunos, questões teóricas ou práticas de uso do computador, e dificuldades que os professores encontram no aspecto pedagógico de uso do computador com seus alunos. Essas mensagens são ricas em conteúdo e refletem o nível de dificuldade encontrada no atual processo de implantar o computador na realidade da escola.

Embora a atividade de uso do e-mail tenha sido iniciada no primeiro semestre de 1997, é muito cedo para dizer quais serão as repercussões desse tipo de interação. No entanto, hoje nós sentimos que temos uma visão muito mais ampla do que está acontecendo na escola. Essa experiência está sendo diferente do que fazíamos anteriormente quando ficávamos aguardando até o final do semestre para receber o relatório das atividades dos professores e conhecermos o que funcionou ou não. Através do e-mail estamos podendo atuar a cada momento no desenvolvimento das atividades dos professores e auxiliá-los na solução das questões que emergem no processo de implantar o computador em uma atividade específica ou mesmo em questões de ordem administrativa. Assim, a interação via e-mail tem indicado que podemos "estar junto" do professor na sua prática do dia-a-dia e com isso construir juntos o processo de implantação do computador na sua sala de aula e a desenvolver uma nova abordagem pedagógica que enfatiza a construção de conhecimento ao invés da transmissão de informação.
 


REFLEXÃO SOBRE A FORMAÇÃO VIA INTERNET
 

Essa experiência desenvolvida com os professores do Colégio Mãe de Deus tem fornecido material para refletir e entender sobre três questões: (1) a compreensão de como a rede Internet pode ser usada na educação, (2) o desenvolvimento de uma metodologia de formação de professores baseado no construcionismo contextualizado, (3) a identificação de diversos aspectos que devem ser implementados para facilitar o processo de interação entre os professores da escola e os pesquisadores do NIED.
 
 

Uso da Internet na Educação

A utilização da rede Internet na educação é uma realidade. O número de experiência nessa área tem crescido muito nesses últimos anos e tem surgido diversas modalidades de uso da rede na formação de professores. No entanto, a abordagem de uso da Internet que estamos desenvolvendo é diferente da abordagem que usa a Internet para conectar professores, propiciar acesso a material atualizado em sua área, como alguns projetos descritos na literatura:

· O projeto RedeLet iniciado em 1991 é dedicado à integração, a nível nacional, das instituições federais de educação tecnológica, atualização de professores, reciclagem, apoio e intercâmbio com outros países da América do Sul (Santos, 1996).

· O projeto Conexiones da Colômbia (Restrepo et all, 1996) tem como objetivo geral criar ambientes de aprendizagem baseados em tecnologias de informação e de comunicação que dêem suporte a uma melhoria da qualidade da educação no país.

· O sistema KIE (Knowledge Integration Environment) permite o debate eletrônico entre professores e alunos, estimulando a argumentação e a exposição de idéias.

· A rede K12 oferece interligação entre professores, alunos e outras pessoas interessadas em promover uma comunidade global para educação de alunos com idade entre 5 e 18 anos, de escolas públicas e particulares (Murray, 1993).

· A rede KIDLINK que tem como principal objetivo ajudar jovens entre 10 e 15 anos a construir uma rede global utilizando a Internet. Os professores podem usar as respostas como um ponto de partida para discussões em classe e muitos as utilizam para ajudar os estudantes a uma melhor autoconsciência do mundo em que vivem (Presno, 1996).

· O TCA (Teacher´s Curriculum Assistant) é o protótipo de um ambiente que fornece suporte de software para professores utilizarem efetivamente os recursos da Internet (Stahl et all, 1995).

Esses sistemas permitem a interação entre pessoas e o acesso dessas pessoas à informação necessária para a sua formação. No entanto, eles não dispõem de facilidades para auxiliar os usuários no processo de construção de conhecimento. Essa facilidade pode ser encontrada em outros sistemas dedicados tanto ao aluno quanto ao professor como:

· ARCOO (Aprendizagem Remota Cooperativa Orientada a Objetivos) é um sistema de apoio a alunos e professores na construção de novos conhecimentos, através do trabalho cooperativo e sob a orientação de especialistas. Esse sistema está sendo utilizado experimentalmente, objetivando sua validação, junto a disciplinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Barros, 1995).

· O Virtual Classroom, projeto do New Jersey Institute of Technology, é um sistema de conferência por computador onde professores e alunos compartilham suas idéias, enviando e recebendo mensagens, lendo e comentando material de leitura, fazendo avaliações e recebendo feedback sem ter que participar de aulas fixas e formais (Harasim, 1990).

· O projeto de formação de professores via rede, oferecido pelo Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dirigido a 20 educadores responsáveis pelo Programa Nacional de Informática Educativa da Costa Rica. O objetivo foi o de preparar recursos humanos para estabelecer uma metodologia que implicasse, ela própria, na obtenção de novos modelos de prática pedagógica (Axt e Fagundes, 1995). Na interação com os participantes do curso, o LEC utilizou o método clínico piagetiano de interação e intervenção adaptado aos ambientes telemáticos de aprendizagem.

No entanto, todos esses projetos contemplam somente os aspectos teóricos envolvidos nas respectivas disciplinas ou no processo de formação de professores para a área de informática em educação como é o caso do projeto do LEC. Esses projetos não abrangem o aprendizado sobre "o fazer" como no caso da elaboração de um programa de computador ou do acompanhamento da implantação efetiva do computador na atividades de sala de aula.
 
 

Metodologia de formação baseado no construcionismo contextualizado

O trabalho com os professores do Colégio Mãe de Deus tem permitido a implantação de um novo modelo de curso de formação que é desenvolvido na escola onde o professor trabalha. Isso apresenta diversas vantagens tanto para os professores quanto para o professor que ministra o curso. Primeiro, o conhecimento adquirido é contextualizado na realidade da escola. Por exemplo, é muito comum cursos de formação na área de informática onde o professor utiliza um sistema computacional e a escola dispõe de um outro sistema. O conhecimento adquirido no cursos tem que ser adaptado a uma outra realidade e isso normalmente tem que ser feito pelo professor sem ajuda dos especialistas dos cursos. No nosso caso, a familiaridade dos professores com o computador acontece através do uso do computador da escola, com o sistema computacional e com a rede de computadores montada na escola. Além disso, a experiência de aprender e de usar o computador com alunos acontece na escola, utilizando a população da escola como meio dos professores exercitarem e construírem o conhecimento sobre informática em educação.

Segundo, os professores não deixam o seu local de trabalho e não têm que interromper a sua prática de ensino. As atividade do curso de formação podem ser organizadas de acordo com os horários dos professores. Além das dificuldades operacionais que a remoção do professor da sala de aula causa, os cursos de formação realizados em locais distintos daquele do dia-a-dia do professor, acarretam outras dificuldades. Esses cursos são descontextualizados da realidade do professor uma vez que o conteúdo dos cursos de formação e as atividades desenvolvidas são propostas independentemente da situação física e pedagógica daquela em que o professor vive. Além disso, esses cursos não contribuem para a construção, no local de trabalho do professor formando, de um ambiente, tanto físico quanto profissional, favorável à implantação das mudanças educacionais. Em geral, o professor após terminar o curso de formação, volta para a sua prática pedagógica, encontrando os mesmo problemas e dificuldades que existiam anteriormente; quando não, um ambiente hostil à mudança.

Terceiro, o professor que ministra os cursos de formação pode ser mais efetivo. Ele pode vivenciar e entender as idiossincrasias daquela escola de modo que as soluções pedagógicas e administrativas podem ser baseadas na realidade da comunidade escolar. Os professores e a administração da escola, através dessa vivência, vão adquirindo conhecimento sobre como implantar a informática como recurso pedagógico da escola. É impossível imaginar que os professores formados sejam capazes de por si só enfrentar situações difíceis e de implantar as mudanças educacionais necessárias para implantar o computador na escola.

Em síntese, os cursos de formação de professores em informática em educação exigem uma nova abordagem, incorporando aspectos pedagógicos que contribuam para que o professor seja capaz de construir, no seu local de trabalho, as condições necessárias e propícias à mudança educacional. Essa mudança não pode ser vista como um interruptor que o professor formado aciona através de conteúdos descontextualizados que ele adquiriu. Essa mudança tem que ser um processo de construção que o professor empreende na sua prática pedagógica e essa construção tem que ser realizada no contexto da escola e auxiliada pela estrutura do curso de formação.
 
 

Implementação de infra-estrutura computacional

A experiência com a troca de informação via e-mail com os professores e administradores do Colégio Mãe de Deus tem permitido entender que existem enormes dificuldades que devem ser sobrepujadas para que o uso da Internet possa ser mais efetivo. Primeiro, é muito difícil estabelecer comunicação com os professores via e-mail ou "ler" as idéias e os sentimentos desses professores somente com base no material escrito enviado. Isso significa que é necessário algum grau de envolvimento presencial para que a comunicação via Internet possa ser estabelecida de maneira significativa e efetiva. Segundo, a instalação de sistemas de teleconferências poderia minimizar os problemas do "ler as idéias". No entanto, essa instalação ainda que viável do ponto de vista de custo de equipamentos se torna inviável como solução prática devido à baixa velocidade de transmissão das linhas instaladas no país. Terceiro, é necessário dispor de algum tipo de facilidade computacional para organizar e catalogar a quantidade de mensagens que recebemos e temos que responder. Para tanto, um sistema de controle tanto do envio quanto do recebimento das mensagens facilitaria enormemente o trabalho de troca de informação com os professores com a escola. Essa interface estão sendo desenvolvidas por pesquisadores e bolsistas do NIED.
 
 

CONCLUSÕES
 

O presente trabalho de pesquisa está ainda em andamento mas apresenta diversos aspectos que podem ter importantes contribuições na formação de professores para a área de informática na educação.

Primeiro, a formação de profissionais envolvidos, tanto pesquisadores do NIED quanto professores do Colégio Mãe de Deus. Do ponto de vista do NIED são diversos pesquisadores e bolsistas de iniciação científica que estão envolvidos diretamente no projeto e têm a oportunidade de apropria-se dos conhecimentos envolvidos no desenvolvimento dessa nova metodologia de formação de professores. Esses profissionais estão estudando questões sobre como a intervenção no processo de construção de conhecimento pode ser feita via presencial e via rede; como o nível de interação pode ser sustentado via rede; como essas intervenções podem ser efetivas no processo de auxiliar o professor a implantar o computador na sua prática de sala de aula; e como desenvolver ferramentas computacionais para dar suporte ao acompanhamento, via rede, do trabalho que o professor desenvolve na sua escola. Do ponto de vista do Colégio são quinze professores que estão diretamente envolvidos no projeto e que estão sendo formados para serem capazes de implantar o computador na sua prática de sala de aula. Esses professores estão adquirindo conhecimento sobre informática e desenvolvendo, juntamente com os seus alunos, atividades relativas ao conteúdo da sua disciplina. Essa formação é feita de maneira gradativa, e está sendo realizada através das atividades de programação e as atividades de uso do computador com alunos e com a sala de aula permitindo a reflexão sobre a performance do professor e a introdução de diferentes aspectos das teorias que enfatizam a construção do conhecimento, como Piaget, Papert, Vygotsky e Freire além de outras teorias que contribuem para explicar os diferentes níveis de interação e as atividades que acontecem nesse ambiente de aprendizado.

O segundo tipo de resultado é o desenvolvimento de interfaces computacionais para dar suporte às atividades via rede de computadores, principalmente a Internet. Esse resultado deve incrementar o desenvolvimento de aplicações educacionais na Internet. As interfaces em desenvolvimento deverão resolver alguns dos problemas de interação entre os professores do Colégio e os pesquisadores do NIED. Essas facilidades deverão contribuir para aumentar a freqüência e a qualidade da interação via rede Internet, e possibilitar a presença mais constante de profissionais capazes de auxiliarem a resolução de dificuldades e problemas que advém do processo de mudança na escola que a implantação do computador provoca.

O terceiro resultado é o desenvolvimento de uma metodologia de formação de professores da área de informática em educação baseado no construcionismo contextualizado e que combina atividades presenciais e via rede Internet. Esse é um modelo de curso de formação onde as atividades com os professores são desenvolvidas na escola onde o professor trabalha. A escola adquire os computadores, monta o seu laboratório e os pesquisadores do NIED vão até a escola para realizar algumas atividades presenciais. Outras atividades como acompanhamento do trabalho que o professor realiza com os alunos, aprofundamento no Logo, nos software e elaboração de projetos podem ser acompanhados via rede de computadores. Isso significa que o professor não deixa o seu local de trabalho e os pesquisadores do NIED podem vivenciar a problemática da escola, tanto do ponto de vista pedagógico quanto administrativo, podendo auxiliar na superação das dificuldades. Por outro lado, os pesquisadores do NIED não devem ficar de plantão na escola a espera que os problemas surjam. Os problemas de ordem pedagógica e administrativa podem ser resolvidos via rede de computadores.

O quarto resultado é a disseminação dessa metodologia de formação. Essa nova metodologia de trabalho bem como as informações oriundas da troca de informação entre os professores do Colégio e os pesquisadores do NIED estão sendo documentadas e disponibilizadas na rede Internet para que possam ser utilizadas por professores de outros centros interessados na área de informática em educação. Esse conhecimento adquirido na forma de um trabalho de pesquisa e disseminado para outros centros de informática em educação incrementará a possibilidade de atuação desses centros na formação de professores e na implantação de computadores em escolas em regiões remotas.

Finalmente, a área do ensino via rede Internet poderá beneficiar-se dos resultados do presente projeto. Essa área é bastante nova e os materiais e os meios de disseminação desses materiais ainda são, na grande maioria, unidirecionais. A utilização do computador e da telepresença possibilitará a interação multidirecional e o acompanhamento remoto do trabalho que os professores desenvolvem.

A relevância desses resultados é enorme se considerado que o número de escolas interessadas no uso do computador na educação está crescendo assustadoramente. Por exemplo, o interesse do Ministério de Educação em implantar o computador em 5.000 escolas (menos de 1% das escolas no Brasil) e a implantação do computador nos sistemas municipal de educação de grandes cidades como a Secretaria Municipal de Educação das cidades de São Paulo. No entanto, o número crescente de escolas interessadas no uso do computador e a problemática da formação dos professores decorrente não devem ser usadas como argumentos para reduzir os objetivos da informatização da escola à simples instalação do laboratório de computadores e ao uso de software do tipo tutorial. A solução da informatização da escola deve ser a manutenção dos objetivos de usar o computador em uma escola transformada e a preparação de professores para atuarem nessas escolas deve ser feita através de meios inovadores, combinando uma parte presencial e outra via rede de computadores, como proposto nesse trabalho.
 
 

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