ESCOLA VIRTUAL: AMBIENTES
DE APRENDIZAGEM
TELEMÁTICOS PARA A EDUCAÇÃO
GERAL E ESPECIAL
Dra. Lucila Maria Costi Santarosa
Fax: 55.51.3193985
Mail:lucila@cesup.ufrgs.br
http://www.niee.ufrgs.br/~lucila/
Resumo
Abrem-se possibilidades alternativas na Educação
para a criação da Escola Virtual com a utilização
das redes Telemáticas. Apresenta-se, neste trabalho, experiências
realizadas em ambientes de aprendizagem telemáticos, que destacam
estratégias metodológicas envolvendo atividades cooperativas/colaborativas
na Internet. Focaliza-se o aporte teórico apoiado em teorias construtivistas,
que vão além da perspectiva cognivista/individualista, privilegiando
a dimensão de interaçào com o objeto social e a dimensão
afetiva, no contexto das teorias sócio-históricas. Como sintese
conclusiva, ressaltam-se aspectos fundamentais no âmago dos ambientes
de aprendizagem cooperativos em rede, que devem estar inseridos no contexto
da Educação à Distância.
Introdução
Focaliza-se, neste trabalho, as possibilidades de criar novas alternativas para a Educação, face às tecnologias da informação e comunicação, presentes no mundo atual, principalmente relacionadas às redes telemáticas.
A existência de recursos na INTERNET e o crescimento de ambientes (sites) no WWW, em diversas áreas do ciberespaço mundial é bastante assombroso. Mais do que a produção de informação está a forma acelerada e agilizada com que ela percorre todos os cantos do nosso planeta.
Vivencia-se hoje uma sociedade regida pela informação, pois a Telemática possibilita o acesso permanente e atualizado às fontes de informação (sem mesmo sair de casa) localizadas em diferentes partes e ainda permite estabelecer uma conversação/comunicação síncronica (chat) com pessoas dispersas geograficamente.
Telemática é um neologismo que resulta precisamente da conotação das palavras Telecomunicações e Informática, significando, portanto, a utilização combinada dos meios eletrônicos e processamento da informação (Informática) com os meios de comunicação à distância (telecomunicações). A Telemática, como uma rede integrada de computadores e os meios de comunicação, permite transmissões polivalentes, atuando com textos, som e imagens. O resultado disso tudo é a ampliação dos horizontes de fluxo da informação em dimensões sequer imagináveis. Modifica-se o modelo cultural com o acesso síncrono e assíncrono de informações, acesso a base de dados, bibliotecas, boletins, notícias, bem como o uso do correio eletrônico, conferências eletrônicas, listas de discussão, trabalhos cooperativos, entre outras várias possibilidades. Podemos dizer que a telemática está concretizando a transformação do mundo numa aldeia global e mudando o próprio conceito de sociedade.
Caminha-se para novos conceitos e valores em conotações que aparecem como "países sem fronteiras"; "democratização da informação"; "socialização do conhecimento", pela comunicação e acesso à informação que vem se processando, o que passou a ser chamado de "cultura telemática".
Abre-se uma perspectiva impar no contexto do mundo atual, provocando uma reorganização da sociedade, com conseqüentes repercussões no contexto educacional, principalmente no que se refere à utilização de computadores no processo de aprendizagem de cunho mais individualizado, passando a assunir um contexto de maior interação/troca/cooperação com o outro no ambiente de redes telemáticas.
Nesse sentido, ampliam-se também as conotações de instituições de ensino para as dimensões de "Escola Virtual", "Centros Educativos Virtuais", "Universidades Virtuais" abrindo inúmeras possibilidades educacionais.
Pode-se observar o aparecimento de inúmeros materiais de ensino/aprendizagem visando disponibilizar informações e recursos através da INTERNET e mobilizando a interação entre os usuários.
Contudo, ainda verifica-se a predominância, ou quase exclusividade, de materiais de caráter mais informativo do que ambientes que visem mobilizar interação/cooperação dos usuários (alunos) entre si, com vistas a criar espaços para o seu desenvolvimento.
Se de um lado, ainda quase inexiste a preocupação de disponibilizar atividades que mobilizem a comunicação/cooperação entre esses usuários, com vistas o seu desenvolvimento; de outro lado a gama de informações oferecidas, possibilitam a democratização dessas fontes de dados, tornando mais rápido o seu acesso e atualização para os que atualmente navegam pela INTERNET. A WEB é considerada a democracia da informação , pois como usuário pode-se ir onde se quer e ao mesmo tempo disponibilizar o que se quer que outros vejam.
Alerta-se, entretanto, que fortes críticas tem
sido feitas à INTERNET onde é colocado que
" pensamos hoje que navegamos na WEB, mas na verdade apenas
tateamos entre frágeis estruturas instáveis de textos/arquivios.
Ou pior nos afogamos numa gigantesca caverna de documentos inúteis
e dificeis de encontrar... estar na WEB significa não estar em lugar
algum, pois 95% das home-pages não são acessadas por ninguem
e vagam no ar como narios fantasmas à deriva" (London,1997,
p.97).
Observam-se, em âmbito geral, o desenvolvimento de investigações do que chamado por Newman(1992) de trabalho em colaboração apoioado por computadores, onde o autor cita vários trabalhos nesse sentido.
Barros (1994), também relata experiências no âmbito de "espaços virtuais" que visam reproduzir as salas de aula virtuais e os que realmente pretendem dar um enfoque de trabalho cooperativo.
Existem ambientes gráficos para conversação síncrona (chat) que facilitam esse processo de interação , tipo Palace (já usado com nossos alunos), mas também existem ambientes muito complexos que dificultam a sua utilização pelos usuários referidos acima.
Em muitos casos, mesmo ambientes que mobilizem maior interação (listas, Penpal) ou colaboração ("mail to" e "forms") também apresentam dificuldades em seu uso restringindo sua utilização em nossas instituições escolares.
Destacam-se duas possibilidades de construção de ambientes de aprendizagem telemáticos para a Educação Geral e Especial, que visem criar mecanismos de maior interação/cooperação.
(1) Um deles, que tem sido explorado mais no contexto das experiencias que aqui serão refenciadas/exemplificadas, é o de utilizar os recursos/ferramentas existentes em rede, para viabilizar interações síncronas e assíncronas, em ambientes texto e gráficos.
Explorando os recursos existentes e buscando aqueles mais amigáveis, pode-se criar estratégias pedagógicas que mobilizem grupos no desenvolvimento de atividades que envolvem conversação oral/escrita, através de conferências (som/imagem); troca de mensagens síncronas e assíncronas; interação/acesso à informação para produção de trabalhos cooperativos e colaboração em rede, em ambientes de texto e gráficos.
Esses recursos associados a outras ferramentas/softwares em ambientes de aprendizagem computacionais, que possibilitem a escrita (editores de texto) a produção gráfica (editores gráficos) acesso a dados (base de dados), atividades lúdicas (jogos educacionais), etc..., possibilitam planejar atividades como estratégias que viabilizem um espaço de "Escola Virtual" ou "" para os alunos e professores.
(2) A outra possibilidade, certamente mais ausente/carente no ciberespaço mundial envolve a produção/estruturação de softwares ou de ambientes que propiciem o trabalho cooperativo entre os alunos.
A construção nesse sentido, oportunizaria
agregar a primeira alternativa maior número de recursos e ferramentas
para criar esse espaço de "Sala de Aula Virtual" já mencionado.
Referencial Teórico
A busca de alternativas para a Educação sempre tem em vista o potencial de desenvolvimento do ser humano em todas suas potencialidades.
Nas aplicações da Informática na Educação tem-se defendido [Santarosa, 1991] a construção de ambientes de aprendizagem chamados construtivistas em oposição aos instrucionistas, buscando fundamentação em teorias que alicerçam essa construção. Na perspectiva de redes telemáticas ampliam-se os processos de interação não somente com o objeto físico mas com o objeto social.
Acredita-se que os estudos já avançaram suficientemente e também já é ponto pacífico que a aprendizagem não pode ser explicada exclusivamente a partir da perspectiva cognitiva/individualista, envolvendo também a dimensão social e afetiva, onde os processos de interação com o objeto social desempenham um papel fundamental.
Conforme Perret-Clermont (1992) surgiram diferentes linhas de pesquisa inspiradas em trabalhos pioneiros de autores como Mead, Vygotsky e Piaget e que convergem para chamar atenção aos processos microsociais no desenvolvimento da dimensão cognitiva em crianças.
Piaget ao explicar o desenvolvimento da inteligência definiu quatro fatores fundamentais: a maturação; as experiências com os objetos; a transmissão social e a equilibração. Para Piaget o desenvolvimento da criança não é produto de um único fator como a maturação biológica, mas do resultado da interação constante entre o sujeito e o meio.
Grossi (1997, p.2) descreve que o aspecto social, que toca o aprender, foi "apenas roçado por Piaget. Evidentemente que ele levou em conta a dimensão grupal e as trocas interpessoais na construção do conhecimento, mas não tão amplamente como fizeram Vygotsky e Walon e seus contemporâneos". A autora coloca que o construtivismo pós-piagetiano, que continua sendo piagetiano, introduz um elemento que não existe no construtivismo piagetiano que é o social, o cultural, o outro como mediação das aprendizagens.
Echeita e Martin (1995) conseguem fazer uma síntese de duas vertentes teóricas que permitem uma maior compreensão dos processos sociais do desenvolvimento cognitivo.
A primeira delas originada dos trabalhos próximos a escola de Genegra, pelos autores Perret-Clermont; Doise; Mugny e outros que deram origem as hipóteses do conflito sócio cognitivo que se constitui, em síntese, na melhor realização de tarefas operatórias, por parte da criança, quando são propostas em âmbito coletivo e não individualmente, sempre que os membros do grupo não tivessem os mesmos pontos de vista e não se criassem situações de submissão.
Contudo,existem situações de interação em que nem sempre se observam situações de conflito, ficando, portanto, questões sem resposta e que podem ser encontradas na escola sócio-histórica.
Segundo os mesmos autores (Echeita e Martin , 1995, p.
38) a outra teoria origina-se dos trabalhos de Vygotsky.
"Nos trabalhos de Vygotsky (1934, 1935) e de seus discípulos
postula-se a origem social da inteligência. Não se trata,
como na concepção da escola de Genebra, de que a socialização
favoreça o desenvolvimento da inteligência, senão de
que a origina. E a origina porque toda a função superior
sempre aparece primeiro no plano interpessoal mediante um processo de internalização,
em que a linguagem desempenha um papel fundamental...Este enfoque dá
uma resposta mais elaborada acerca dos mecanismos produzidos em uma situação
de interação que podem explicar o fato de ser uma melhor
que outra para aprendizagem, além disso, compreender por que ocorre
este processo mesmo em situação em que não existem
conflitos explícitos".
Dessa forma, segundo esses autores, na escola de Genebra seria difícil de explicar o processo quando não há conflito. Na teoria piagetiana, o fator social é apenas mais um junto aos outros dos quatro. Na teoria Vygotskyana o fato social é o fator de desenvolvimento.
A colaboração/cooperação põe em prática o papel do outro, dentro da concepção sócio-histórica, mais precisamente da teoria de Vygotsky ( 1984; 1989) referente a ZDP- Zona de Desenvolvimento Potencial, que se refere à diferença entre o nível das tarefas que a criança pode realizar com a ajuda do adulto ou de colegas mais competentes e o nível das tarefas que pode realizar independentemente.
Sintetizando, Echeita e Martin (1995, p. 37) enfatizam, de um lado que as perspectivas teóricas mais adequadas são as que entendem que o processo de ensino-aprendizagem em si constitue-se em interação e "que a interação constitui o núcleo da atividade, já que o conhecimento é gerado, constituído ou, melhor dito, co-construído, construído conjuntamente, exatamente porque se produz interativamente entre duas ou mais pessoas que participam dele".
Pode-se dizer que no processo de interação cria-se o espaço de desenvolvimento no campo de atuação com outro. Isso tudo pode ser mediado por componentes, ferramentas, materiais etc. que tornam a atividade de aprendizagem/desenvolvimento possível a todos
No estudos e experiências que se desenvolveram ao longo dos últimos anos [Santarosa, 1995; Santarosa e outros, 1995; Santarosa, 1996b; Santarosa e Lara, 1996; Santarosa e outros, 1996) no Nucleo0 de Infromática na Educação Especial , tem-se observado a extrema dificuldade que as crianças e jovens possuem em trabalhar com o outro. Mais difícil ainda é o desenvolvimento de atividades cooperativas, na troca com o outro, na construção conjunta. Possívelmente, tais entraves estejam relacionados com a dificuldade de decentração, ou seja do colocar-se no ponto de vista do outro. Em estudos mais recentes (Santarosa, 1996a; Santarosa e outros, 1997) envolvendo o uso de redes telemáticas e a produção de materiais cooperativos descobriu-se o grande potencial que essas ferramentas podem auxiliar nessa perspectiva
Os termos cooperação e colaboração tem sido encontrados ora com o mesmo significado ora com significado diferenciado. Em dicionários encontra-se que cooperar significa trabalhar junto com o(s) outro(s) para um fim comum - colaborar.
Prefere-se adotar as concepções de Barros
(1994, p.27-28) que faz uma distinção entre os dois conceitos.
Colaborar esta relacionado à contribuição enquanto
que cooperar vai além na medida em que
"envolve vários processos - comunicação
, negociação, co-realização e compartilhamento...
co-realização é um trabalho cooperativo em essência
- é o fazer junto , em conjunto. É o co-projetar, co-desenvolver,
co-realizar e co-avaliar. O prefixo "co"implica em uma série de
requisitos para que ocorra uma atividade em conjunto".
No ambiente isolado dos laboratórios de microcomputadores, que tem caracterizado experiências de Informática na Educação ou de computadores na escola, na realidade do país, sempre foi mais difícil oportunizar um ambiente de trabalho conjunto ou cooperação entre os alunos. Quando ocorria não ultrapassava, de modo geral, a situações de duas ou três crianças trabalhando frente a um equipamento. Nessas condições, ainda predominava um trabalho individual, pois reduzia-se a cada um trabalhar um pouco enquanto os outros observavam.
Nas relações psicossociais que ocorrem, de modo geral, em ambientes de sala de aula desde a pré-escola à Universidade oberva-se o que os autores Castaneda y Figueroa (1994) descrevem como o modelo de organização "individualista" ou então "competitivo" . No primeiro caso, o aluno realiza seu trabalho independentemente sem preocupar-se se seus colegas fizeram ou não. No segundo caso, deve preocupar-se com o problema do tipo saber mais que o outro, ser o primeiro, etc...
Essas duas situações, segundo os autores
referidos, reduzem ao mínimo a possibilidade de estabelecer interelações
construtivas levantando uma terceira possibilidade onde
"a atividade de aprendizagem pode ser oportunizada de
forma cooperativa se os alunos estiverem estritamente ligados de maneira
que cada um deles saiba e sinta que o êxito pessoal ajuda os colegas
aos quais está unido para alcançar o seu, os resultados almejados
por cada membro do grupo são, portanto, benéficos para os
outros membros com os quais está interagindo cooperativamente" (Castaneda
y Figueroa , 1994, p.43)
No contexto de redes, abre-se essa perspectiva de trabalhar em grupo, além de ampliar os componentes desse grupo como "janelas para o mundo" na interação síncrona e assíncrona com colegas virtuais de vários países e localidades distantes.
Essas colocações fundamentam as experiências
que estão sendo realizadas no NIEE, nos últimos anos com
a criação de ambientes de aprendizagem telemáticos
visando o trabalho cooperativo entre crianças e jovens.
Experiências Realizadas no Niee : construindo
a Escola Virtual
O foco das experiências no NIEE constitui-se na busca de um novo paradigma educacional, abrindo espaços alternativos de desenvolvimento dos alunos, de modo particular, para portadores de necessidades especiais visando a "Escola Virtual" como ambiente de interação/comunicação e acesso à informação.
O NIEE atua tendo as seguintes metas de trabalho:
De modo particular, no que se refere aos itens 1 e 2 busca-se explorar os recursos telemáticos no processo de comunicação/interação entre usuáriosalunos e professores desenvolvendo experiências de intercâmbio de informações e produção de materiais cooperativos, visando o desenvolvimento de metodologias em rede para a a criação da "Escola Virtual".
Dessa forma, destacam-se exemplos de experiências que se desenvolvem no NIEE, para demosntrar algumas possibilidades metologicas que podem configurar o contexto de ambientes de aprendizam telemáticos visando o desenvolvimento humano.
Em algumas experiencias realizadas, que serão referidas,
o enfoque interativo que se concebe vai ao encontro da colocação
de Cummins (1989, p.60) que concebe a criança como um explorador
na busca de significados, um pensador que pode fazer suas contribuições.
Assim, a ênfase na produção textual supõe um
enriquecimento da realidade da criança como um criador de literatura
(livros de histórias, jornais) e leitor.
"O enfoque interativo da aprendizagem é consistente
com a teoria piagetiana que enfatiza a ação sobre o meio
como fator crucial para o desenvolvimento das diversas operações
cognitivas e com a teoria de Vygotsky que concebe a interação
social como a matriz em cujo seio se desenvolve os processos de pensamento
superior" .
Investigações e experiências (Azinion, 1993), (Wong, 1997), (Corcorang, 1997), (Burke, 1997) ganham espaço no sentido de buscar na INTERNET ambientes de colaboração/cooperação e para a melhoria da escrita entre alunos. O computador através das redes telemáticas constitui-se em uma via de comunicação/interação e ao mesmo tempo uma ferramenta para escrever, tendo como pressupostos as teorias já referidas, entre outras relacionadas à produção textual.
Cummins (1989, p. 64) reforça essas colocações salientando que a "teoria da aprendizagem da linguagem, a existência de um receptor e mediador também distante resulta especialmente significativo utilizar o computador na escrita". Segue o autor enfatizando que "conversas escritas" entre indivíduos de países distantes via redes telemáticas mais que desumanizar o ensino, como temem alguns críticos, o computador pelas redes telemáticas oferece o potencial de colocar uma sala de aula de uma cidade isolada qualquer em relação com a idéia global de mundo.
Nessa concepção, as atividades em ambientes telemáticos foram desenvovidas com ênfase nas estratégias de produção textual, de apoio lingüístico no que tange a aspectos de expressão e de conteúdo, envolvendo basicamente:

Com base nessas estratégías, associadas ao contexto de ambientes de aprendizagem computacionais criados no NIEE, pode-se observar , nos exemplos que seguem, as produções feitas pelos alunos, principalmente no que se às produções cooperativas/colaborativas construídas em rede. Grande parte do que foi produzido pelos alunos esta no servidor do Núcleo, podendo-se visualizar algumas a seguir:
Figura 1.Página de entrada no NIEE (http//www.niee.ufrgs.br ).
No contexto das histórias produzidas de forma cooperativa
pode-se observar:
Figura 2 . Lista de histórias cooperativas construidas em redes telematicas
Figura 3 Exemplo de uma historia cooperativa construida por alunos do Brasil, Canada e Portugal
No contexto das histórias quadrinhos e livro de histórias produzidas no ambiente computacional, exemplifica-se abaixo:
Figura 4. História em quadrinhos cosntruida no ambiente de aprendizagem computacional (Cristiane. 13 anos):







Figura 5 Livro de histórias cosntruida no ambiente de aprendizagem computacional (Cristina 16 anos):
No contexto das poesias cooperativas produzidas no ambiente de redes telematicas:
Figura 6 . Lista de poesias construidas no ambiente de redes telemáticas por alunos de diferentes países.
No contexto de jornais cooperativos produzidos em rede, pode-seexemplificar:
Figura 7 . Página do jornal telemático construido em rede por alunos de diferentes países
Os exemplos apresentados relacionados às produções
cooperativas em rede e as produções no ambiente computacional,
acima de tudo revelam a importância de construir meios alternativos
e espaços de desenvolvimento da comunicação/expressão
que favorecem as dimensões cognitivas e sócio- afetivas dos
alunos.
Considerações finais
Os pressupostos, as idéias e as experiências que circularam nas colocações que se procurou trazer nesse texto, focalizando as redes telemáticas e ambientes de aprendizagem , não tem a pretensão de cobrir todo o tema.
Tanto o que foi selecionado como o aporte teórico, que dá suporte às concepções para o desenvolvimento/estruturação de ambientes de aprendizagem telemáticos, como as experiências realizadas como exemplificação de alternativas acessíveis para a educação/desenvolvimento dos alunos, levantam apenas alguns aspectos relevantes para reflexão sobre o que denomina-se como possiblidades para a construção da "Escola Virtual" para a Educação Geral e Especial, visando principalmente atenuar o isolamento daqueles que não podem integrarem-se ao contexto escolar/social.
O trabalho em rede com o "colega virtual" mediado por atividades estruturadas em ambientes de interação/cooperação, acesso à informação que enfatizem o desenvolvimento de dimensões cognitivas e sócio-afetivas, constitui-se, sem sombra de dúvidas, em uma das alternativas mais promissoras, no âmbito das tecnologias da informação e comunicação, dentre o que tem sido oferecido/buscado, principalmente no âmbito dos portadores de necessidades educativas especiais.
Ressalta-se principalmente o enfoque social, da interação com o "objeto social", para romper com o "individualismo" que tem caracterizado, de modo geral, o âmbito da Educação á Distância
Nesse sentido, a criação desses espaços telemáticos devem fortalecer os aportes já referidos, tanto do ponto de vista teórico como experiencial.
Como síntese salientam-se alguns aspectos, complementando/reforçando
tudo que já tem sido escrito sobre ambientes de aprendizagem "construtivistas"
e "pós-construtivistas" em oposição aos "instrucionistas",
que se consideram fundamentais agregar ao âmbito dos ambientes de
aprendizagem telemáticos, no enfoque de programas que envolvem a
Educação á Distância:
Representam os primeiros aspectos para reflexão/discussão
da viabilidade de criar a "Escola Virtual". Esse trabalho constitui-se
acima de tudo em um chamamento de alerta para refletir-se, principalmente,
em como utilizar os recursos das redes telemáticas no âmbito
da Educação, para não cair-se ou reforçar-se
os modelos de educação existentes, com apenas uma nova roupagem
colorida pelo brilho das novas tecnologias da informação
e comunicação.
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