NOVAS TECNOLOGIAS PARA A EDUCAÇÃO NO ESTADO DO AMAZONAS

Edson Nascimento Silva Júnior
Andréa Corrêa Flôres Albuquerque
Giovana de Oliveira Bastos
Cynara Rodrigues Benarrós
{edson, acf, giovana, crb}@dcc.fua.br
fone/fax: (092) 644-1395



Este artigo retrata os avanços da EAD no Estado do Amazonas, como alternativa pedagógica, uma vez que, por ser geograficamente grande e de população dispersa, com sérios problemas de transporte, o Amazonas é carente na área educacional. Tal carência é acentuada no interior, onde poucos recursos são empregados, e as grandes distâncias obrigam a um confinamento nas cidades e vilarejos.

Soluções para a problemática educacional têm sido buscadas. E a EAD tem tornado-se uma importante fonte de difusão do saber. Esta fonte tem recebido um incremento considerável com a possibilidade do uso de novas tecnologias de transmissão do conhecimento.
 


Introdução

A velocidade das mudanças tecnológicas das últimas décadas, juntamente com o aumento do volume de informações, refletiu-se em vários segmentos de nossas vidas sociais e dos processos produtivos. Como não poderia deixar de ser, o sistema educacional também foi atingido pela necessidade de buscar processos que não se restrinjam somente à função de transmitir conhecimento, mas de estimular a valorização da invenção e da descoberta, desenvolvendo a criatividade e a iniciativa. A investida na implementação de projetos pedagógicos inovadores que recorrem às tecnologias emergentes da informática contribui significativamente para o enriquecimento e a atualização do sistema educacional, causando um grande impacto ao introduzir um novo recurso para a aprendizagem: a experiência interativa.

Este enriquecimento educacional veio de encontro às necessidades que as indústrias têm de melhorias da qualidade e capacidade produtiva, que passam por um processo de atualização de conhecimento técnico de seus funcionários.

Empresas que hoje possuem uma filosofia administrativa mais evoluída, consideram o treinamento como um investimento e o seu pessoal treinado como seu patrimônio. De nada adianta a tecnologia mais avançada se não houver uma força de trabalho motivada e treinada. Não se pode esquecer que é sempre o fator humano quem opera, controla e administra o processo produtivo.

Não faltam evidências que comprovem o valor do capital humano. Há muito que os países desenvolvidos atentaram para a importância da formação de pessoal, o que justifica o fato de grande parte de seus orçamentos serem destinados à educação. Essa tendência já se tornou consensual também nos países em desenvolvimento, contudo, as dificuldades são inúmeras, entre elas:

Diante destas e de outras dificuldades encontradas, métodos alternativos são necessários para a disseminação do conhecimento. Neste domínio, a educação a distância (EAD) ganha forças e reaparece como instrumento de difusão, cumprindo seu papel.
 
 
 

EAD Como Alternativa de Ensino

A EAD é vista como uma forma educativa inovadora, mas com muitos anos de experiência, tendo sua origem na educação por correspondência, evoluindo com as novas tecnologias e com os novos saberes acadêmicos, ganhando assim expressão de massa que caracteriza o mundo populoso e dinâmico em que se vive.

A educação a distância nasceu regida pela democratização do saber, e tem por objetivo principal gerar condições de acesso à educação àqueles que, por qualquer que seja o motivo, não estejam sendo atendidos satisfatoriamente pelos meios tradicionais de ensino, cujo processo envolve muitos saberes e técnicas [16].

Sendo alternativa, a EAD não substitui a educação presencial. Seu processo de aprendizagem é facilitado por uma coordenação coletiva prévia que envolve a busca para reduzir as dificuldades do aluno, procurando planejar os contatos e a tutoria, preparando materiais adequados e apoiando-se nos melhores e mais adaptados meios de comunicação.

A escolha da modalidade da EAD como meio de dotar as instituições educacionais de condições para atender às novas demandas por ensino e treinamento ágil, e qualitativamente superior, tem por base a compreensão de que esta começou a distinguir­se como um paradigma não­convencional de educação, capaz de atender com grande perspectiva de eficiência e qualidade aos anseios de universalização do ensino e, também, como meio apropriado à permanente atualização dos conhecimentos gerados de forma cada mais intensa pela ciência e cultura humana [14].

A distância, é sem dúvida, o grande desafio, mas jamais a fronteira final da educação.

Os meios utilizados pela EAD

Do início do século XX, até a Segunda Guerra Mundial, várias experiências foram adotadas, desenvolvendo­se melhor as metodologias aplicadas ao ensino por correspondência que, depois foram fortemente influenciadas pela introdução de novos meios de comunicação de massa, principalmente o rádio e posteriormente a televisão, dando origem a projetos muito importantes, principalmente no meio rural.

Mas o verdadeiro salto dá­se a partir de meados dos anos 60 com a institucionalização de várias ações nos campos da educação secundária e superior, começando pela Europa (França e Inglaterra) e se expandindo aos demais continentes. Atualmente, mais de 80 países adotam a EAD em todos os níveis de ensino, em sistemas formais e não­formais, atendendo a milhões de estudantes [12].

No Brasil, entre as primeiras experiências de maior destaque encontra­se certamente, a criação do Movimento de Educação de Base­MEB, cuja preocupação básica era alfabetizar e apoiar os primeiros passos da educação de milhares de jovens e adultos através das "escolas radiofônicas", principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.

As experiências brasileiras, governamentais, não­governamentais e privadas, são muitas e representaram, nas últimas décadas, a mobilização de grandes contingentes de técnicos e recursos financeiros nada desprezíveis. Contudo, seus resultados não foram ainda suficientes para gerar um processo de irreversibilidade na aceitação governamental e social da modalidade de EAD no Brasil. Os principais motivos disto são a descontinuidade de projetos, a falta de memória administrativa pública brasileira e certo receio em adotar procedimentos rigorosos e científicos de avaliação dos programas e projetos [10].

Critérios de avaliação e monitoramento dos alunos na EAD

O Ensino a distância EAD, como ferramenta da educação necessita de um apoio que oriente, dirija, supervisione e avalie o processo de ensino-aprendizagem, a fim de complementar a tarefa docente que se transmite com o material didático, estabelecendo contato mais estreito com o aluno e promovendo sua interação com o instrutor.

A EAD tem utilizado como instrumentos, os meios de comunicação, rádio e televisão, para "conectar" os estudantes às aulas. Em muitos casos, pouco se dispõe e faz-se uso somente de recursos tradicionais de ensino como livros e apostilas adquiridos em livrarias ou enviados via serviço de correios.

Dependendo das condições disponíveis, diferentes métodos são utilizados para o processo de tutoriamento/acompanhamento do aluno: aulas de tira-dúvidas no rádio e televisão; consulta a tutores sediados em instituições geograficamente próximas dos aprendizes, além é claro dos serviços postais e telefônicos. O processo de avaliação oferece soluções semelhantes, já que na maioria das ocasiões, os exames são realizados em locais de fácil acesso ao aluno ou este as envia pelo correio quando lhe é permitido. Assim também ocorrendo com a submissão de trabalhos.

De forma geral, todos os métodos utilizados são funcionais, mas estão longe de se caracterizar como ideais. Neste ponto, a informática surge como um tônico que reforçará e valorará a EAD, reforçando a intensão de interdisciplinariedade que se faz presente no ensino a distância.
 
 
 

A EAD e As Novas Tecnologias

O avanço tecnológico constante e notório, ajudado pelas transformações cada vez mais rápidas em todas as esferas da vida humana, força a manutenção constante da educação, capacitação, aprendizagem de novas técnicas e procedimentos, para que seja possível sobreviver com autonomia e liberdade em um mundo complexo.

É dentro de um contexto caracterizado pela exigência de novos métodos de disseminação de informações, através de uma maior racionalidade em termos de armazenamento, recuperação e do próprio tratamento dessas informações, que percebe-se a presença de uma série de dispositivos que são utilizados como meios de comunicação pela educação a distância, impondo a utilização de diversos veículos, pois cada mensagem cognitiva tem seu valor especial se combinada de formas variadas.

A multiplicidade dos meios de comunicação nas diversas áreas do conhecimento, produz um aumento da criticidade por parte dos educandos, uma vez que são permitidas várias observações a respeito de um mesmo assunto. É desta forma que o ensino a distância vem "ganhando vulto", usando esses vários meios com o intuito de minimizar a problemática referente a questões geográficas. Por isso, ressalta-se a importância da concretização do vínculo entre as tecnologias de comunicação disponíveis e as práticas pedagógicas de uma forma interativa. Para tanto, os professores que trabalham com EAD, devem estar preparados e abertos a pensarem de forma criativa e crítica a solidificação desse vínculo visando ao aprimoramento do processo ensino-aprendizagem a distância.

O veloz incremento tecnológico imposto à área de informática, disponibiliza equipamentos mais rápidos, precisos, confiáveis e com maior capacidade de processamento, além de permitir o uso de linguagens interativas, de processos multimídia [3], fornecendo aos educadores instrumentos e serviços eficientes de comunicação com os alunos, e proporcionando maior liberdade e ambientes mais amigáveis para o manuseio de materiais auto-instrucionais.

A multimídia, por exemplo, é um dos recursos educacionais que atenta para a construção do conhecimento de forma interativa e não linear, em busca de uma visão ampla a respeito do tema em estudo. Podendo o próprio indivíduo controlar seu ritmo de trabalho e objetivos de aprendizado, facilitando a pesquisa de documentos através de uma "navegação" entre elementos de uma rede de informações, associando idéias e imagens de maneira mais natural, por ser mais próxima ao modo como funcionam suas mentes; uma vez que o conhecimento humano é como uma teia entrelaçando diversos campos [9]. E isso tudo, através do monitoramento de um computador, só vem a acrescentar dinamicidade e instantaneidade ao processo.

Um outro meio utilizado pela EAD na disseminação de informações é a hipermídia [8,7], que liga à tecnologia da informática os meios de comunicação de massa (rádio e TV, entre outros), o que, através de experiências interativas acaba por unir os princípios da psicologia da aprendizagem aumentando a qualidade do ensino, colocando o educando em contato com a realidade tecnológica que o cerca, atendendo aos seus anseios e aumentando as perspectivas de conhecimento.

Aliando-se a informática à EAD, consegue-se gerar avanços significativos nos procedimentos de treinamento independente, ou a distância, com ajuda do computador. Esta tendência tem sido adotada por um número cada vez maior de empresas que buscam redução de custos e alto aproveitamento de informações na capacitação e atualização de seus funcionários, mesmo estando eles em regiões distantes.

Novas interfaces mais amigáveis

Uma das sub-áreas da computação que sofreu mudanças rápidas e significativas foi a que trata do estudo da interação homem-computador. Não faz muito tempo que a única forma de comunicação entre o computador e o ser humano se dava através de cartões perfurados. O surgimento dos monitores e teclados ascendeu uma preocupação com a estruturação gráfica da informação. Hoje, as interfaces são, em sua maioria, gráficas e baseadas em objetos. Esta evolução foi acelerada pelo rápido crescimento tecnológico do computador pessoal e pelo aumento da demanda por estas máquinas.

Um grande aliado para este avanço foi o crescente uso da multimídia, que qualifica aplicações que interagem com o usuário, fazendo o uso simultâneo de diversos meios; obtendo, desta forma, uma comunicação mais interessante. Este conceito tem um grande impacto principalmente aos usuários que possuem pouco conhecimento em informática, já que sua utilização é possível em aplicações para escritórios, para treinamento, documentação ou projetos baseados no conceito de hipermídia, como trabalho cooperativo, teleconferência, pesquisa científica e educação a distância.

A hipermídia torna o processo de aprendizagem uma experiência inovadora e eficaz por utilizar elementos multisensoriais de fundamental importância para o aprendizado, associando hipertexto, som, fotos, imagens animadas e inanimadas, que estimulam simultaneamente diferentes canais perceptivos do estudante, contribuindo assim para um aumento satisfatório do nível da qualidade de ensino. É considerada a forma mais completa de organizar informações em meios visuais distintos e combiná-las de modo não sequencial, conectados em rede, no qual cada nó contém um trecho de informação.

Com o surgimento da Internet, novas formas de comunicação foram estabelecidas, permitindo que pessoas do mundo inteiro compartilhem idéias, informações ou simplesmente se conheçam. Esta rede mundial disponibiliza uma enorme quantidade de dados, sejam eles de propósito educacional ou não. Ferramentas como o Gopher e o World-Wide-Web (WWW) [1] têm sido desenvolvidas em grande escala para facilitar o compartilhamento de informações em colégios, universidades e institutos de pesquisa. Muito rapidamente, o potencial educacional destas tecnologias tornou-se aparente, especialmente para a aprendizagem a distância. Para tal classe de aplicações, o WWW tem mais atrativos pela sua fundamentação de conceito em hipermídia e poder de interatividade.

Mesmo antes do WWW ter encontrado grande aceitação, a Internet já estava sendo usada para propósitos educacionais, principalmente através do correio eletrônico e de listas de discussão. A despeito de seu crescimento, o WWW é muito usado para atividades de ensino-aprendizagem, principalmente na Europa, como uma força direcionadora, pois sua facilidade de uso torna a Internet trivialmente acessível para alunos com pouco ou nenhum conhecimento em computação ou programação [5, 2]. Algumas de suas características educacionais são:

Uma outra aplicação que está sendo usada na Internet é a videoconferência [11]. Antes, a comunicação entre usuários era feita exclusivamente de forma textual, até surgir a idéia de se aproveitar o canal de comunicação utilizado pela Internet para transmissão de dados e tranferência de arquivos, imagens e sons que são trocados pelos participantes da videoconferência. Isto tornou-se possível através de softwares especiais para este fim, como o Share_Vision [13] e o CU-SeeMe [4]. Aliados a esses, outros softwares que preocupam-se com o processamento e transmissão de voz (Iphone [6]) enriquecem ainda mais o ambiente interativo. Pode-se ainda mencionar os softwares para transmissão de vídeo, programas de TV na Internet e transmissão de programas de rádio e shows.

Assim, a videoconferência pode ser aplicada à educação, permitindo que salas de aula virtuais sejam criadas e que haja interatividade total entre aluno e professor, possibilitando ainda a realização de palestras, conferências e trabalhos cooperativos de pesquisa.

Avanços nas tecnologias de redes e de hardware

O século 20 está sendo visto como o século da tecnologia da informação, onde a necessidade de armazenamento, processamento e distribuição de informações é notoriamente preeminente [15]. Redes mundiais de telefonia, rádio, televisão, computadores e a difusão de informações via satélite, tornam-se cada vez mais usados e principalmente, integrados.

A rapidez do processo tecnológico tem transformado essas áreas em áreas cada vez mais convergentes, e a diferença entre coletar, armazenar, transportar e processar informações está desaparecendo de forma acentuada. Grandes organizações com diversos escritórios dispostos em lugares distantes são capazes de obter informações precisas das situações diárias quase que instantaneamente.

Em uma rede de computadores, usuários podem explicitamente acessar uma ou mais máquinas, submeter remotamente execuções de programas, mover arquivos ao longo da rede. Isso dá uma mobilidade muito grande a quem a acessa, fazendo com que a presença física seja pouco necessária.

No início da década de 90, começou a ser disponibilizado o serviço privado de rede para indivíduos. As motivações básicas para este tipo de serviço são o acesso a informações remotas (homebanks, homeshopping ou catálogos eletrônicos, que podem conter vídeos e sons), a comunicação inter-pessoal (e-mails, videoconferência ou newsgroups) e entretenimentos interativos (jogos de simulação da realidade para muitos participantes, programas de rádio e televisão transmitidos pela rede de uma forma bem mais iterativa do que a convencional).

Uma rede de computadores permite, a um baixo custo, um usuário distribuir suas visões de várias maneiras para diferentes audiências, e acessar inesgotáveis fontes de informações que antes eram inimagináveis. Ela interconecta pessoas para os mais variados fins e contribui para ampliar e democratizar o acesso à informações, eliminando barreiras como distância, fronteiras, fuso horário, etc.

A Internet deve ser vista como um conglomerado de milhares de redes interconectadas, criando um meio global de comunicação. Essas redes variam de tamanho e natureza, bem como diferem as instituições mantenedoras e a tecnologia utilizada. O que as une é a linguagem que usam para comunicar-se (protocolo) e o conjunto de ferramentas utilizadas para obter informações que podem ser encontradas em diferentes formatos.

Além dos recursos básicos de correio eletrônico e listas de discussões, a Internet proporciona a seus usuários acesso aos mais variados serviços de informações como, por exemplo, bases de dados especializadas, catálogos de bibliotecas, repositórios de softwares, jornais e revistas eletrônicas, etc. Através da Internet também é possível ter acesso a recursos de hardware especializados como computadores de alto desempenho e processadores especializados.

Técnicas de avaliação e monitoramento

O principal objetivo no avaliar e monitorar o aluno, é possibilitar ao mesmo comunicação ágil e permanente com os demais personagens da EAD, sem que este tenha que se deslocar de seu ambiente. Para tanto, a rede de computadores oferece formas rápidas e eficazes de intervenção no processo educativo dentre as quais se faz uso:

É um recurso permitido a todos e, neste contexto, intermedia a comunicação aluno-instrutor e aluno-aluno, possibilitando assim a comunicação entre diferentes pessoas a partir de um ponto qualquer, sem que implique a obrigatoriedade do receptor estar com seu computador ligado no momento da transmissão da mensagem. Constitui-se em importante meio para o envio de materiais de estudo, para o esclarecimento de dúvidas do aluno, acompanhamento e avaliação escolar. As listas de discussão ou conferências eletrônicas, como também são conhecidas, são comumente usadas como meio de comunicação entre membros de um projeto ou entre pessoas interessadas em discutir temas específicos.

No cenário da EAD, constitui-se em fórum de discussão virtual para promover a integração entre os alunos, com o objetivo de reduzir o isolamento e colocá-los em contato permanente no debate de temas comuns.

Sua característica principal será aproximar os alunos e permitir que o processo de ensino-aprendizagem se realize entre eles, possibilitando reflexões sobre questões de conteúdo e de outros temas de interesse.

É necessário um aplicativo especial de acesso ao arquivo. O usuário envia uma mensagem para outro usuário solicitando que seja estabelecida uma conexão entre eles e fica à espera. Esta mensagem é exibida diretamente na tela do outro usuário, que ao recebê-la poderá então estabelecer uma conversação.

Possui como característica própria a conexão e interatividade entre transmissor e receptor em tempo real.

Tem como aplicação principal na EAD, a possibilidade de permitir que dúvidas sejam esclarecidas no instante em que se faz a conexão. Contribui ainda para a criação de um ambiente mais solidário entre aluno e instrutor, menos formal, favorável à melhoria do processo ensino-aprendizagem. Pode ser utilizado a qualquer tempo por instrutores seguindo calendário e horário definidos junto aos alunos.

A videoconferência aplicada à educação permite a formação de uma rede de salas de aula virtuais totalmente interativas, possibilitando a formulação de estratégias inovadoras e abrangentes de ensino à distância.

O equipamento de videoconferência possibilita a comunicação simultânea de som e imagem, que permite a interatividade total entre aluno e professor, em tempo real, abrindo uma via de mão-dupla para aulas, conferências, palestras, orientação acadêmica e trabalho em equipe.
 
 

Iniciativas Existentes na Universidade do Amazonas
 

O Projeto OVNI Oficina Virtual na Internet

A difusão do uso da Internet no Brasil fez crescer a necessidade de capacitação técnica de pessoal destinado a gerenciar provedores de acesso. Para tanto, há a necessidade de se ministrar cursos, como modo de criar e disseminar a cultura de administração segura e confiável de redes de computadores. Entretanto, questões geográficas relacionadas ao país dificultam o avanço desses cursos de treinamento.

Uma das soluções para o problema geográfico, está justamente em manter cursos de treinamento a distância, usando ambientes virtuais, e técnicas de videoconferência e trabalho cooperativo.

Com a disponibilização de cursos de treinamento através da Internet, também cria-se a necessidade de manter um acompanhamento do desempenho dos alunos destes cursos, o qual deve ocorrer em concordância com as diretrizes traçadas para cada curso.

O problema principal então está em como realizar o acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos alunos durante a realização do curso, como forma de avaliar o desempenho, corrigir problemas de aprendizado e cooperar na estruturação dos próprios cursos.

OVNI é um projeto baseado em vários sub-projetos, cabendo à Universidade do Amazonas UA, o entitulado de "Organização e Administração de um Registro Sistemático de Atividades de Treinamento à Distância.". Manter o controle das atividades dos alunos e avaliá-los de acordo com os trabalhos desenvolvidos ao longo do treinamento é um processo altamente desejado, sendo a idéia principal deste projeto cooperar neste sentido.

Pretende-se projetar um método para acompanhar o desenvolvimento de cursos de treinamento à distância, para a capacitação de pessoal técnico na área de gerência de redes e provedores de acesso à Internet.

O objetivo deste projeto é desenvolver uma shell tutora avaliadora capaz de avaliar e corrigir as atividades a serem tomadas no curso. Além disso, é importante manter uma base de dados com o registro das atividades e informações cadastrais dos alunos dos cursos de treinamento à distância.

Grupo de Trabalho de Educação a Distância - GTEAD

O GTEAD é um comitê interdisciplinar técnico incumbido de promover, integrar, articular, subsidiar, apoiar, estimular e coordenar as atividades de educação a distância, de interesse local, regional, nacional e internacional, com a finalidade de integração entre ensino, pesquisa e extensão. Dentre seus principais objetivos podemos observar:

Para tanto, o GTEAD conta com a participação de uma equipe formada por docentes da Universidade do Amazonas, cujas atividades desenvolvidas constam em seus planos de trabalho e envolvem reuniões, desenvolvimento de projetos e programas, elaboração de metodologia de aprendizagem, disseminação da tecnologia, entre outras.

A necessidade da formação de um grupo de ensino a distância na UA se dá essencialmente pela política adotada pela Instituição no que diz respeito a interiorização do ensino, e na dificuldade de manutenção dos pólos avançados no interior do Estado do Amazonas, uma vez que as condições geográficas são amplamente desfavoráveis à continuidade de trabalhos desse porte.

Levando-se em consideração a obrigatoriedade de um serviço também de cunho social a ser prestado pela UA ao Estado, a alternativa da EAD mostra-se um caminho suscetível ao êxito.

Fundação Interinstitucional de Trabalho em Educação a Distância - FITEAD

A preocupação com a difusão da educação no interior do Estado do Amazonas, não é exclusiva da UA. Outras instituições nacionais e estaduais também estão mobilizadas em atividades que buscam a formação do homem interiorano, sem que este necessite locomover-se para aquisição de conhecimento de bom nível.

A FITEAD, não possui fins lucrativos e está composta atualmente por dez instituições que trabalham com diversas mídias, levando o conhecimento, através de propostas educacionais embasadas na EAD em vários municípios do Estado.
 
 
 

Considerações Finais

A EAD vista como uma alternativa pedagógica, possibilita a expansão dos horizontes das instituições de ensino, extrapolando os limites impostos por suas áreas demarcadas.

Os avanços tecnológicos dos últimos anos proporcionaram um acréscimo nas possibilidades de geração, transmissão e aquisição de conhecimento, que foram notavelmente expandidas com o surgimento do computador e da aplicação destes em diversas áreas de conhecimento.

O desenvolvimento da Internet, e sua difusão por todo o mundo, trouxe maiores possibilidades de integração dos pontos de congruência de informação e extensão desses pontos a localidades distantes.

O Estado do Amazonas, que possui acesso à Internet desde 1994, através da Universidade do Amazonas, vem procurando meios de utilizar tal tecnologia como alternativa de disseminação da educação por todo o Estado. E parcerias estão sendo feitas para que a EAD seja uma realidade em pouco tempo.

A UA tem também procurado absorver a tecnologia de redes de computadores e Internet para avançar em suas propostas de interiorização da informação e conhecimento.

As iniciativas tomadas no Estado do Amazonas mostram que o caminho da EAD está sendo trilhado e de forma coerente.
 
 

REFERÊNCIAS

[1] BERNERS-LEE, T., et all. "The World-Wide Web". Communications of the ACM, 37(8), Aug, 1994.

[2] BREWER, P. W.; et all. "Advanced Computer Based Education on the World Wide Web". Endereço eletrônico: http://renoir.csc.ncsu.edu/MRA/Reports/AdvEdu Web.html.

[3] BUSH, V. "As we may think". Atlantic Magazine, July, 1945.

[4] CU-SEEME. Endereço eletrônico: http://cu-seeme.cornell.edu.
[5] IBRAHIM, B.; FRANKLIN, S. D. "Advanced Educational Uses of the World-Wide Web". Endereço eletrônico: http://www.oac.uci.edu/indiv/franklin/doc/WWW95/ aeuw3.html.

[6] IPHONE. Endereço eletrônico: http://www.iphone.com.

[7] LEVENANT, M. G.; KRUPER, J.A. "The phoenix project: Distributed hypermedia authoring". Proceedings of the First International on the World Wide, CERN, Genova, May, 1994.

[8] MARCHIONIBI, G. "Hypermedia and Learning: Freedom and Chaos". Educational Technology. 28(11). 1988.

[9] NOGUEIRA, A. C. "Multimídia na Construção do Conhecimento". Revista Tecnologia Educacional, v.22, jul-out, 1993.

[10] NUNES, I. B. "Noções de Educação a Distância". Endereço eletrônico: http://www.ibase.org.br/~ined.

[11] PACKAGE BELL. "Videoconferencing for learning". Endereço eletrônico: http://www.knb.pacbell.com/videoconf.

[12] PERRY, W.; RUMBLE, G. "A Shortguide to Distance Education". Cambridge: International Extension College, 1987.

[13] SHAREVISION. Endereço eletrônico: http://www.sharevision.com.

[14] SUCHODOLSKI, B. "Educación Permanente y Creatividad". Paris, UNESCO, ED-85/WS/38, 1985.

[15] TANENBAUM, A. S. "Computer Networks", 3rd. ed. Prentice-Hall, Inc. 1996.

[16] TODOROV, J. C. "A Importância da Educação a Distância". Revista Educação a Distância, No 4-5, Ed. INED, abril, 1994.
 
 
 

FOLHA DE REFERÊNCIA DOS AUTORES
 
 

Nome : Edson Nascimento Silva Júnior.

Titulação: Mestre em Ciência da Computação.

Estudos Superiores: Bacharelado em Processamento de Dados.

Instituição onde trabalha: Universidade do Amazonas.

Departamento: Ciência da Computação.

Cargo: Professor Assistente.

Áreas de pesquisa: Banco de Dados, Redes de Computadores, Sistemas de Informações Geográficas, Ensino a Distância.

E-mail: edson@dcc.fua.br
 
 

Nome : Andréa Corrêa Flôres Albuquerque.

Titulação: Bacharel em Processamento de Dados.

Estudos Superiores: Bacharelado em Economia.

Instituição onde trabalha: Universidade do Amazonas.

Departamento: Ciência da Computação.

Cargo: Bolsista de Projeto.

Áreas de pesquisa: Banco de Dados, Ensino a Distância.

E-mail: acf@dcc.fua.br
 
 

Nome : Giovana de Oliveira Bastos.

Titulação: Especialista em Informática.

Estudos Superiores: Bacharelado em Computação; Pós-Graduação em Supervisão Escolar (em andamento)

Instituição onde trabalha: Universidade do Amazonas.

Departamento: Ciência da Computação.

Cargo: Professor Auxiliar.

Áreas de pesquisa: Informática e Educação, Ensino a Distância.

E-mail: giovana@dcc.fua.br
 
 

Nome : Cynara Rodrigues Benarrós.

Estudos Superiores: Bacharelado em Processamento de Dados (em andamento).

Instituição onde trabalha: Universidade do Amazonas.

Departamento: Ciência da Computação.

Cargo: Bolsista de Iniciação Científica.

Áreas de pesquisa: Ensino a Distância.

E-mail: crb@dcc.fua.br