TELEMÁTICA: UM NOVO CANAL DE COMUNICAÇÃO
PARA DEFICIENTES AUDITIVOS

LUCILA MARIA COSTI SANTAROSA (Coordenação geral)
ALVINA THEMIS S. LARA (Coordenação executiva)
UFRGS - faculdade de Educação - CIES/EDUCOM
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1. Introdução
 

As tecnologias da Informação e comunicação, e em especial a Telemática, têm merecido destaque no cenário do progresso mundial, como um dos mais promissores recursos para aproximar pessoas e desenvolver o potencial cognitivo dos seres humanos.

A Telemática possibilita uma nova visão de mundo, um descortinar de horizontes e inegavelmente uma nova forma de comunicação, onde as pessoas ditas "diferentes" podem se apossar de conhecimentos até então inatingíveis e romper barreiras tanto do ponto de vista pessoal como social.

A difusão dos usos telemáticos, indubitavelmente, permite o acesso da informação atualizada. Além de possibilitar aos países menos desenvolvidos o acesso às pesquisas e aos conhecimentos produzidos pelos cientistas de qualquer parte do planeta, dota esse conhecimento de um prazo de validade cada vez mais diminuto. Em pouco tempo, às vezes meses, pesquisas e teorias tornam-se desatualizadas, acelerando o ritmo das transformações sociais que passam a necessitar de uma atualização constante.

O correio eletrônico é uma das aplicações da telemática que vem se difundindo rapidamente neste fim de século. Ele nasceu na passagem dos anos setenta aos oitenta e permite a troca de informações, através de mensagens, entre pessoas dispersas geograficamente, via uma rede de computadores ligados por uma linha telefônica comum, por fibra ótica, por rádio ou satélite.

O correio eletrônico conjuga as vantagens do telefone com as do correio tradicional, superando com sucesso algumas das desvantagens destes meios de comunicação. Em primeiro lugar, o envio de mensagens por estes meios eletrônicos é, sem dúvida, mais rápido do que pelo correio tradicional; além disso, permite as consultas das mensagens por parte do emissor e receptor sempre que for necessário, o que não acontece com o telefone. Mais ainda, é possível enviar uma mensagem a vários destinatários ou a um grupo identificado dentro do sistema de utilizadores, sem ter que reescrever ou duplicar a referida mensagem. Considere-se, também, que o destinatário ou receptor é avisado, ao consultar seu sistema, da existência de novas mensagens, podendo enviar resposta automática sem indicação do destinatário, pois o sistema faz o devido endereçamento. Finalmente, os sistemas permitem a emissão de mensagens não apenas sob o formato de textos, mas através de outras formas de codificação e compactação.

A aplicação da telemática difundiu-se nos países desenvolvidos, sendo utilizada principalmente pelas universidades. No Brasil, sua implantação é bem recente (1986) nas diversas universidades e órgãos de pesquisa. A sua difusão acelerada foi resultante da eficácia das comunicações entre seus usuários e a redução dos custos de processamento e comunicação a longa distância (Hoppen, Oliveira E Araújo, 1992).

As escolas começaram a utilizá-lo a partir de 1980, simultaneamente na Europa e nos Estados Unidos, visando a um maior intercâmbio entre seus diretores, professores e alunos. (Anoro, 1990).

A comunicação entre as escolas fica extremamente dinâmica e torna-se uma prática pedagógica importante, uma vez que oportuniza aos seus participantes a multi e a interdisciplinaridade; estimula e fomenta o funcionamento de processos no tratamento da informação, além de construir um ambiente de amplitude indeterminado, pois, a cada novo contato ou mensagem, cria-se uma mudança ambiental, tanto em nível cognitivo como psicossocial.

De acordo com Moreira, Betrin e Berrocal (1992), as experiências realizadas, através do correio eletrônico escolar (CEE), permitem o desenvolvimento das capacidades de criação e invenção, descobrimento de atividades a serem compartilhadas e ainda oportunizam a manifestação de outros aspectos da personalidade.

No Brasil poucas experiências fazem parte dos resultados dos trabalhos da Informática com os deficientes auditivos, e ressaltam alguns pontos positivos registrando: mudança na dimensão cognitiva, afetiva e social, maior rapidez na resolução de problemas e organização de estratégias para chegar às soluções; aquisição e desenvolvimento de conceitos; ampliação do vocabulário; maior familiaridade com a comunicação escrita; enriquecimento da linguagem escrita; melhora da concentração dos sujeitos e maior rapidez de pensamento; maior e melhor interação entre o grupo de sujeitos e facilitadores; maior autonomia, segurança, iniciativa e interesse nas atividades realizadas; maior nível de motivação e persistência (Valente, 1990; Santarosa et alii, 1990; Santarosa e Hony, 1992).

Através da linguagem, o homem estrutura seu pensamento, traduz o que sente e quer, registra o que conhece, comunica-se com os outros homens, produz significação e sentido. A linguagem marca o ingresso do homem na cultura, construindo-o como sujeito capaz de produzir transformações nunca imagináveis.

Apesar da evidente importância do raciocínio lógico - matemático e dos sistemas de símbolos, a linguagem permanece como meio ideal para transmitir os conceitos, tanto na forma verbal como em outras maneiras de comunicação. Além disso, a linguagem fornece as metáforas que são importantes para lançar e explicar um novo desenvolvimento científico. Graças à revolução no estudo da linguagem iniciada pelo lingüista Noam Chomsky (1994), obteve-se um entendimento mais substancioso do que é linguagem e de como ela funciona, assim como algumas hipóteses corajosas sobre o lugar da linguagem na esfera das atividades. Verdadeiramente, a linguagem é um exemplo evidente da inteligência humana. Ela também tem sido "um campo fértil" para estudos referidos à inteligência lingüística, tendo em vista a discussão sobre as falhas relativas a danos cerebrais e distúrbios sensoriais, como a surdez.

As alegações de Chomsky (1994) partem do fato de que é difícil explicar como a linguagem pode ser adquirida tão rápido e tão precisamente, apesar das impurezas das amostras de fala que a criança ouve. Outros estudiosos alegam, ainda, que as crianças não seriam capazes de aprender a linguagem em absoluto se não tivessem feito determinadas suposições iniciais sobre como o código deve ou não operar tais suposições embutidas no sistema nervoso.

Todas as crianças ditas "normais" e também uma grande proporção de crianças com "dificuldades especiais" aprendem a linguagem de uma forma semelhante e num mesmo período de tempo. No entanto, não se pode esquecer as diferenças individuais. Estas são encontradas nos tipos de palavras que as crianças primeiro pronunciam. Alguns, primeiro, emitem nomes de coisas, enquanto outras, evitando substantivos, preferem as exclamações. Outras, ainda, expressam automaticamente os sinais emitidos pelos mais velhos. Têm crianças, no entanto, que apresentam dificuldades seletivas na aprendizagem da linguagem. Às vezes, a dificuldade aparece, principalmente inerente à discriminação auditiva, elas podem não só apresentar problemas de compreensão, mas também articular de forma inadequada. A capacidade de processar rapidamente mensagens lingüísticas - um pré-requisito para o entendimento da fala normal - parece depender de um lóbulo temporal esquerdo intacto. Então, danos a esta zona neural ou o seu desenvolvimento "anormal", em geral, são suficientes para produzir problemas de linguagem.

Mesmo que muitas crianças apresentem dificuldades de inteligência lingüística, esta não é simplesmente uma forma de inteligência auditiva, pois pessoas surdas podem adquirir linguagem, dominando sistemas alternativos de comunicação.

Na verdade, todas as linguagens são sistemas de formas que têm por função simbolizar. Em síntese, pode-se dizer que:

- O natural no homem é a linguagem;

De acordo com Luria (1986), os processos de desenvolvimento do pensamento e da linguagem, incluem o conjunto de interações entre as crianças e o meio ambiente, podendo os fatores externos afetar este crescimento, positiva ou negativamente. Torna-se, pois, mister, desenvolver alternativas que possibilitem a essas crianças meios de comunicação que as habilitem a desenvolver o seu potencial lingüístico.

Para Gregório (1989), existem dois sistemas de comunicação não-verbal: auxiliares e não-auxiliares. Os sistemas não-auxiliares se baseiam em recursos advindos do próprio indivíduo, sem outro suporte além do gesto. Situam-se entre esses a língua de sinais e a língua oral, utilizadas por deficientes auditivos.

Em oposição, como sistemas auxiliares, estão enquadradas todas aquelas ajudas técnicas que servem de suporte à comunicação. Estas variam de um simples papel e passam às máquinas de escrever, chegando aos computadores e a outras tecnologias relacionadas, tais como os sintetizadores de voz, por exemplo.

A oportunidade de se comunicar através dessas tecnologias torna-se importante para crianças portadoras de necessidades educativas especiais. Kocham (1990) diz que a produção de um texto significativo pode ocorrer a par de um lento e cumulativo domínio gráfico. Tal produção pode ser um meio de relação afetiva da criança com a palavra escrita. Apoiada, a criança escreve aquilo que pensa, que reconhece como seu o que, conseqüentemente, valoriza.

Sabemos que as crianças portadoras de necessidades educativas especiais, principalmente, as portadoras de deficiência auditiva, apresentam dificuldade no uso da linguagem, tanto maior, quanto mais severo for o comprometimento. Seus conhecimentos lingüísticos apresentam sérias deficiências no que se refere ao domínio de suas estruturas. Segundo Fernandes (1990), isto pode ser demonstrado, por exemplo: pela dificuldade com o léxico; pela falta de consciência de processos de formação de palavras que as fazem não deduzir, por exemplo, DESENGOLIR e ENGOLIR, UMEDECIDO por UMEDECER e não reconhecem a contração de proposição com o artigo; pelo uso inadequado dos verbos em suas conjugações, tempos e modos; pelo uso inadequado das preposições; pela omissão de conetivos em geral; pela omissão de verbos de ligação; pelo do verbo SER por ESTAR; pelo uso indevido dos verbos ESTAR e TER usados, por vezes, indistintamente; pela colocação inadequada do advérbio na frase; pela falta de domínio e uso restrito de outras estruturas de subordinação.

Conforme autora citada, algumas destas características não são próprias do surdo apenas. A dificuldade com o léxico, o uso inadequado das preposições, verbos e erros de estruturação frasal são falhas comuns encontradas em falantes no processo de aprendizagem de uma língua estrangeira. Não são encaradas, portanto, como deficiências próprias do surdo mas de um falante que, privado do contato lingüístico, reflete as mesmas dificuldades apresentadas por um ouvinte no trato com a outra língua. Assim, nestes casos, não é deficiência que provoca o erro, e sim, a falta de contato constante com a língua. Por outro lado, alguns erros cometidos pelos surdos são também comuns em falantes pouco escolarizados. Reflete, como neste, falhas no processo educativo. Estas constatações levam a concluir que a falta de domínio do instrumental lingüístico deve ser vinculada à surdez apenas no que se concerne à impossibilidade de exposição contínua ao meio lingüístico e a falhas no processo de comunicação. O deficiente auditivo tem as mesmas possibilidades de se desenvolver que uma pessoa ouvinte.

Face ao exposto, parece ser inevitável quer surjam novos paradigmas que embasem as propostas educacionais para os surdos, respeitando principalmente sua linguagem e cultura. É de fundamental importância que os efeitos da língua oral sobre a cognição não sejam supervalorizados em relação ao desempenho do deficiente auditivo, o que dificulta sua aprendizagem e diminui suas chances de interação com o meio. Faz-se necessário, por conseguinte, novas alternativas de comunicação que possam propiciar um melhor intercâmbio (em todas as áreas) entre surdos e ouvintes.

Diante do exposto e considerando principalmente as possibilidades das redes telemáticas, nos propusemos ao desenvolvimento desta experiência tendo presente os seguintes objetivos:

2. Objetivos do Estudo


3. Metodologia

A experiência caracteriza-se por estudos de casos com observação, acompanhamento e avaliação de sujeitos com deficiência auditiva no processo de interação e comunicação em ambiente telemático. A pesquisa conta com nove sujeitos deficientes auditivos selecionados entre instituições especializadas na educação de surdos de Porto Alegre com idades que variam de nove a vinte e quatro anos, freqüentando o Laboratório de Informática uma vez por semana. O trabalho, com duração prevista para dois anos, encontra-se em fase de desenvolvimento das atividades de interações. As atividades estão sendo desenvolvidas com base em estratégias de intervenção, visando principalmente a comunicação escrita. No processo de intercâmbio são enviadas e recebidas várias mensagens para amigos portugueses e, também, virtuais, criados como estratégias de intervenção para mobilizar maior produção textual e trabalhar áreas especificas de acordo com as necessidades do grupo. As mensagens variam de temas, conforme os interesses e as situações vivenciadas.

Durante o diálogo estabelecido nas interações é utilizada a língua de sinais, bem como, todos os demais recursos que possibilitam um melhor entendimento e compreensão das mensagens. Ex: Leitura-orofacial, gestos, comunicação via digitação usando vídeo/teclado.

Materiais cooperativos também estão sendo desenvolvidos como jornais eletrônicos, buscando parcerias com os amigos portugueses.

4. Resultados preliminares

As atividades desenvolvidas dentro do projeto constataram um grande interesse por parte dos sujeitos em organizar trocas de experiências com outros deficientes auditivos à distância, através da elaboração de mensagens enviadas pelo Correio Eletrônico. Manifestaram também, de maneira geral, um grande empenho em se comunicar com a ajuda do computador, interagindo com as máquinas e realizando as atividades propostas.

Houve em algumas situações ajuda mútua entre os colegas, estabelecendo-se segundo Vygotsky (1967) os princípios básicos da ZDP e uma aprendizagem gradativa mediatizada, referente à linguagem computacional.

Alguns sujeitos, durante as interações, manifestaram de forma mais ostensiva seu comportamento de não aceitação da surdez. No entanto com o passar dos encontros, podemos observar uma acentuada melhora em termos de desempenho social e afetivo do grupo.

Em relação especificamente ao desenvolvimento cognitivo, tendo em vista a produção textual, muitas dificuldades apareceram logo nas primeiras interações e algumas persistem até o presente momento. Mas de maneira geral, alguns resultados positivos apareceram e foram demonstrados no decorrer das interações, principalmente, em referência à:

  • elaboração de mensagens com fatos do cotidiano.
  • Sempre às segundas feiras horário é 2:00 até 5:30 vamos Educom para manda e trocar as mensagens com amigos de Portugal.

    Trabalhamos no Educom somos 9 pessoas deficientes auditivos.São:Tamara,Diego,Loreci,-

    Cristiano,Luciana,Gilamr,Isabel,Fábio,Roberto.

    A telemática é computador junto com telefone para trocar as mensagens lugar longe.

    Nós estamos trocando mensagens com amigos de Portugal e estamos fazendo o Jornal Comunicação legal.

    No nosso jornal tem muitos assuntos legais,Futebol,Escola,Família e outros.

    Gosto muito de trabalhar no jornal e quero que todos leam ele.

    Quero que todos conheçam o jornal no Congresso.

    Gilmar Vaz.
     
     

  • Utilização de letras maiúsculas no início das frases.
  • boa tarde

    meu nome e Gilmar

    Eu gosto muito computador

    o computador é bom

    amo amo muito o computador

    Gilmar
     
     

    Boa tarde

    Eu quero muito trabalha computador

    Temis ajuda no computador

    Eu amo amo amo o computador

    Gilamr
     
     

  • Utilização correta de pontuação.
  • Querido Papai.

    Como vão as coisas? Aqui todos estão bem. Eu tenho muita saudade de você. Mas eu fiquei preocupada porque tu não veio.

    Gilmar
     
     

  • Utilização correta do pronome no início e no meio da frase.
  • Meu nome Isabel Educom rettorno eu quero Portugal estudo computador. Idade eu tenho 23 anos e 6a série e quero corresponder amigos Portugal

    Um abraço

    Isabel
     

    Meu nome e Isabel estou retornando Educom. Eu quero estudo Portugal computador. Eu tenho 23 anos. Estou na 6a série e quero me corresponder com amigos de Portugal.

    Um abraço

    Isabel
     
     

  • Elaboração de mensagens com melhora em termos de conteúdo, coerência e logicidade.
  • Meu nome é Luciana. Tenho 9 anos eu gosto muito de passear com mamãe e Priscila ela é grande amiga Domingo Priscila passear mamãe eu na praça. Eu gosto passear Domingo praça. Eu fico contente.
     
     
  • Entendimento mais rápido do conteúdo das mensagens recebidas (o que foi comprovado através da mediação entre sujeito e facilitador).

  •  
  • Maior independência, autonomia e satisfação na comunicação escrita.
  • Interesse em reproduzir textos e refazer falhas detectadas.
  • Utilização correta de alguns nexos frasais.
  • Melhora no nível de persistência na elaboração das atividades.
  • 5. Considerações Finais

    Observando os resultados até esta etapa do trabalho, com este grupo de sujeitos, salientamos que a utilização dos meios telemáticos, principalmente o correio eletrônico, possibilita o avanço nas áreas de desenvolvimento do surdo, tendo em vista a comunicação escrita e a interação social.

    Uma grande preocupação que persiste neste estudo, centra-se no aspecto da escolaridade dos sujeitos e a metodologia utilizada em suas escolas. Os métodos, técnicas e os recursos trabalhados pelos professores parecem não estimular o desempenho lingüístico satisfatório, limitando os sujeitos (da presente pesquisa) tanto em relação à Língua Portuguesa como na Língua de Sinais, causando confusão e inadequação no uso das modalidades de discurso.

    Outro aspecto que cabe destacar é a grande dificuldade que os sujeitos apresentaram na compreensão e produção de textos o que parece evidenciar, além da pobreza e da limitação do contexto sócio-cultural que estão inseridos, também a limitação de recursos das escolas e possivelmente a pobreza de atividades, que não possibilitam abrir um espaço de maior desenvolvimento do surdo nessa dimensão. Observa-se que não há um trabalho de estímulo à leitura e escrita. De modo geral, o surdo não acessa a informação escrita como as pessoas ouvintes e apresenta muita resistência à leitura de textos e informações.

    Notamos também, que os surdos com perdas acentuadas tiveram maiores dificuldades na resolução dos problemas (sujeitos desta pesquisa) e aqueles que experienciaram o processo de integração demonstraram melhores condições de socialização atendendo de forma solícita as sugestões das facilitadoras, tentando ajudar os colegas e realizando as tarefas de modo mais rápido e eficiente.

    Face a essas colocações, que sintetizam de forma bastante breve o processo de desenvolvimento da interação/comunicação entre surdos, em ambiente telemático destacamos a importância de construir meios alternativos e espaços de desenvolvimento cognitivo e sócio-afetivo para portadores de necessidade educativas especiais. Além da tentativa de amenizar a discriminação existente com esse tipo de usuário, ainda bastante presente na sociedade atual, principalmente em países de 3o mundo, buscamos construir alternativas que podem se efetivar em "escolas ou salas de aula virtuais", que ofereçam um espaço de interação com o outro e acesso à informação como "janelas para o mundo", visando sua auto-formação e maior utilização no contexto de nossa sociedade.

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    SANTAROSA, L. M. C. e HONY, P. (1992). Construção de Materiais de Apoio Pedagógico à Comunicação/Interação de portadores de deficiência auditiva. Memórias del Congresso Ibero americano de Informática Educativa, Tomo II. Santo Domingo - República Dominicana. p. 76 - 94.

    VALENTE, J. A. (1994). Liberando a Mente: Computadores na Educação Especial. Campinas, Unicamp.

    VYGOTSKY, L. (1967). Pensamiento y lenguage. Madrid: Editorial Lautaro.