A Telemática em Escolas Portuguesas:
Resultados de um Estudo

António Marcelino de Campos Lopes
Altamiro Barbosa Machado
Universidade do Minho — Departamento de Informática
Portugal

1.  Introdução

A telemática1 educativa é uma das mais promissoras áreas de desenvolvimento no que concerne à introdução das tecnologias da informação e comunicação ao nível das escolas do ensino não superior.

Há já algum tempo, que alguns educadores começaram a olhar com interesse os meios telemáticos, uma vez que estes permitem, com grande independência e a grande velocidade, quer a comunicação inter-pares quer o acesso a um conjunto muito vasto de recursos. É em torno destas duas vertentes que ao nível de muitos países, a utilização da telemática na educação está a ser alvo de importantes investimentos (Collis & De Vries, 1993). A revisão de literatura aponta mesmo para a existência de centenas de projectos educativos e de milhares de professores e alunos, espalhados por todo o mundo, que utilizam diferentes facilidades telemáticas em ambientes educativos (Collis, 1992; Collis & De Vries, 1991; Hunter, 1992; Kurshan, 1990a e 1990b, apresentam levantamentos de projectos neste âmbito que permitem ter uma noção da dimensão deste fenómeno).

À semelhança de outros países, também em Portugal se tem vindo a proceder a alguns investimentos nesta área. Efectivamente, de entre as numerosas actividades desenvolvidas no âmbito do Projecto minerva2, conta-se a implementação de uma rede telemática entre escolas de diversos graus de ensino, em torno da qual se têm desenvolvido inúmeras experiências de trabalho inter-escolas.

Uma das vertentes desta experiência portuguesa3 é o funcionamento de um serviço telemático, sem fins lucrativos, designado por BBS Minerva (sediado no Pólo do Projecto Minerva da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa) que disponibiliza aos seus utilizadores diversas "ferramentas" ao nível das telecomunicações: correio electrónico (com todo o mundo); conferências electrónicas (organizadas em Grupos de Interesse); arquivo de Ficheiros (programas e dados); boletins informativos e acesso a bases de dados (Notícias da agência LUSA e Biblioteca Nacional). Através da ligação entre computadores usando as linhas telefónicas, as escolas podem não só comunicar umas com as outras como aceder a inúmeros recursos disponíveis, quer no sistema central utilizado (BBS Minerva) quer noutros sistemas acessíveis pela rede internacional internet.

A comunidade educativa que utiliza o BBS Minerva engloba professores de escolas do ensino não superior, professores destacados do projecto Minerva, educadores e investigadores ligados a instituições do ensino superior e, naturalmente, os alunos que vêm participado em diversos projectos educativos4.

O estudo que desenvolvemos debruçou-se sobre a comunidade de utilizadores do BBS Minerva, uma vez que é em torno deste sistema de serviços telemáticos que se organiza a principal experiência portuguesa de uso de telecomunicações ao nível das escolas do ensino não superior, e à qual se atribuiu a designação de educom – Educação, Comunicação e Computadores.

Dentro da comunidade educom optamos por priveligiar como objecto de estudo o grupo de professores que, ao nível das escolas do ensino não superior participa activamente nas actividades telemáticas em torno deste projecto.

Embora o estudo realizado tenha incluído um "levantamento" mais abrangente de aspectos relaccionados com a participação dos professores em actividades telemáticas, nesta comunicação serão discutidas essencialmente as questões relacionadas com as principais dificuldades com que se debatem (dentro deste âmbito) os professores e com as principais vantagens que, do ponto de vista dos professores, resultam da utilização da telemática em actividades curriculares e não curriculares ao nível da escola.

2. Metodologia

A investigação que levamos a cabo caracterizou-se por um desenho de tipo descritivo-transversal, tendo sido utilizado o inquérito por questionário como o principal método de recolha de informação.

A população alvo deste estudo é constituída por todos os professores que, no âmbito da experiência educom, são utilizadores "reais" da telemática na escola. Os dados recolhidos reportam-se a Maio de 1993, data da administração do questionário. Neste espaço temporal a dimensão estimada da população era de cerca de 126 professores distribuídos por 75 escolas dos diversos graus de ensino.

O questionário utilizado, resultou, parcialmente, de uma adaptação do instrumento utilizado no estudo "Research Study on telecommunications in secondary education" (Collis e De Vries, 1991). Nesta adaptação foi ponderada a realidade da experiência e das escolas portuguesas. Na construção do questionário foram também consideradas as opiniões e contributos dos responsáveis pela coordenação das actividades do grupo educom, (os quais não faziam parte da população a inquirir), bem como a experiência pessoal dos autores.

No sentido de procurar maximizar a taxa de recuperação dos questionários foram adoptados vários procedimentos de modo a envolver e responsabilizar mais os professores na problemática da investigação e na importância do seu contributo. De entre esses procedimentos contam-se os seguintes: a) "afixação" no BBS Minerva de uma mensagem a solicitar colaboração; b) envio de uma carta a acompanhar o questionário na qual se explicavam os objectivos da investigação e o papel essencial da colaboração solicitada e em que se garantia o anonimato dos respondentes. Juntamente com o questionário enviava-se também um envelope devidamente endereçado e selado para o reenvio do mesmo. Após um período de tempo de cerca 15 dias procedeu-se ao reenvio dos questionários aos sujeitos que não responderam à primeira via do questionário.

3.  População respondente

Dos 126 indivíduos que faziam parte da população "alvo" apenas 72 responderam ao questionário, o que dá uma taxa de recuperação da ordem dos 57% (valor que apesar de tudo ficou um pouco aquem das nossas expectativas). Por sua vez, estes 72 professores estão distribuídos por 57 escolas diferentes o que significa que em 79% das escolas envolvidas houve pelo menos um professor que respondeu ao questionário.

Na tabela 1 apresentam-se os valores absolutos e percentuais relativos aos questionários recuperados considerando o "tipo"5 de escola e o número de professores da população alvo.

TABELA 1

Tab.1 — Taxa de recuperação dos questionários considerando o número de professores da população alvo e o número de respondentes, tendo em conta a sua distribuição pelo "tipo" de escola

3.1. Caracterização da população respondente

Com base nos dados recolhidos procedeu-se à caracterização dos respondentes (72) considerando diversos factores de ordem pessoal e profissional. Constatou-se que os sujeitos participantes no estudo eram maioritariamente do sexo feminino (54% versus 46%), e apresentavam uma experiência profissional, em termos de anos de serviço, bastante diversificada. No gráfico 1 representa-se a distribuição dos professores respondentes de acordo com o "tempo de serviço" como professor.

Gráfico 1


Anos de serviço

No que concerne à experiência em termos de utilização da telemática verificou-se que a maioria dos professores (64%) possui menos de 2 anos de experiência, 21% possui entre 2 a 3 anos de experiência e apenas 15% possui mais de 3 anos de experiência. No gráfico 2 representa-se a distribuição dos professores de acordo com os anos de experiência na utilização da telemática.

Gráfico 2

Anos de experiência

No que respeita à colaboração dos professores com o projecto minerva, considerada um indicador de alguma predisposição no sentido da adesão a projectos de inovação educativa em termos da utilização de tecnologias da informação e comunicação, 75% (54) dos professores afirma colaborar, ou já ter colaborado, directamente com o Projecto Minerva.

Inquiridos sobre se possuiam computador pessoal nas suas residências, 60% (43) dos respondentes declaram ter computador em casa e 31% (22) afirmam terem igualmente um "modem" o que indica que 51% dos professores que possuem computador em casa possuem igualmente um "modem".

4.  Análise dos dados e discussão de resultados

Como já fizemos referência, os dados que se apresentam constituem apenas parte dos diferentes aspectos abordados no questionário que utilizámos. Assim, os aspectos que optamos por desenvolver nesta comunicação dizem respeito, por um lado, às principais dificuldades com que se deparam os professores no que concerne à utilização da telemática em contexto educativo e, por outro lado, às vantagens que, do ponto de vista dos professores, podem resultar da utilização da telemática em actividades curriculares e não curriculares ao nível da escola.

Os dados relativos a estas duas vertentes de estudo resultaram das respostas a questões de tipo "aberto", consideradas mais convenientes uma vez que se tratava de permitir uma recolha de informação de carácter bastante individualizado. As respostas recolhidas foram cuidadosamente analisadas e agrupadas em diversas "categorias", que englobam respostas idênticas ou muito semelhantes.

  • Principais dificuldades
  • No que concerne às principais dificuldades apontadas pelos professores como obstáculos à utilização da telemática em contexto educativo verificou-se que as diferentes respostas se podiam agrupar em seis "categorias", algumas das quais englobando "sub-categorias". Na tabela 2 apresentámos as principais "categorias" de dificuldades referidas pelos professores, indicando o número de vezes que cada dificuldade é referida bem como o valor percentual considerado em relação ao número total de respondentes. No texto que se segue à tabela fazem-se alguns esclarecimentos que facilitam a interpretação da mesma.

    A ordem adoptada na tabela 2 para apresentação das dificuldades referidas pelos professores como sendo obstáculos à utilização da telemática está relacionada com o maior ou menor número de vezes que essas dificuldades são apontadas pelos professores. (Note-se que este critério visa apenas facilitar a apresentação dos dados).

    TABELA 2

    Tab. 2 — Principais "categorias" de dificuldades referidas pelos professores, indicando o número de vezes que cada dificuldade é referida bem como o valor percentual considerado em relação ao número total de respondentes

    A principal dificuldade apontada pelos professores (apesar de aparecer na terceira posição da tabela) é claramente, os problemas/dificuldades de ordem técnica (43), apontados por 58% dos professores. O segundo obstáculo apontado pelos professores tem a ver com a falta de formação técnico/pedagógica no âmbito da utilização da telemática (43% dos professores). Na verdade, as dificuldades apontadas e que se relacionam de um modo mais directo com os professores, quando consideradas em conjunto ("problemas ao nível dos professores") constituem o principal conjunto de dificuldades apontadas (com 57 referências às diferentes dificuldades consideradas nesta categoria).

    Sob a designação de problemas institucionais agruparam-se as referências relacionadas mais directamente com problemas que, ao nível das escolas enquanto instituições, se fazem sentir. Consideraram-se aqui as referências relacionadas com os "custos elevados", com a "falta de equipamento" e, sob a designação de "problemas de organização", os problemas referidos pelos professores e que se prendem com a dimensão "exagerada" das turmas, e com a organização de espaços e localização de equipamentos. Considerados no seu conjunto, os "problemas institucionais" constituem o segundo tipo de dificuldades, (em termos de número de vezes que são referidos), que se colocam aos professores em termos de utilização da telemática em contexto educativo.

    Em quarto, quinto e sexto lugares, em termos de número de referências feitas pelos professores, encontram-se, respectivamente, as dificuldades relacionadas com "problemas curriculares", "problemas de comunicação" e "problemas em lidar com a filosofia da trabalho por projectos". Note-se que estes três tipos de problemas parecem estar bastante mais ligados a preocupações de carácter mais pedagógico, do que os outros tipos de dificuldades a que fizemos referência anteriormente.

    Os dados obtidos em termos de dificuldades registadas pelos professores no que concerne à utilização da telemática em contexto educativo correpondenram, em certa medida, às nossas expectativas. De facto, a revisão de bibliografia relativa a outros estudos neste âmbito apontam, em termos gerais, neste mesmo sentido.

    Betty Collis (1990), com base num intenso trabalho de revisão de literatura sobre numerosos projectos de telemática educativa, identifica um conjunto de problemas que designa por problemas de "primeiro nível", os quais parecem ser comuns à generalidade das experiências neste âmbito. Segundo Collis (1990), a designação de "problemas de primeiro nível" pretende indicar que, se trata de problemas cuja resolução é imprescindível para que se possa avançar em termos qualitativos, na utilização educativa da telemática.

    A generalidade dos factores por nós integrados nas categorias de "problemas técnicos", "problemas ao nível dos professores" e "problemas institucionais" enquadram-se dentro destes factores de "primeiro nível". Embora os problemas da "falta de formação técnico/pedagógica" e "falta de tempo" tenham sido identificados como dificuldades comuns à generalidade dos projectos, o estudo de Collis (1990) não identifica como um factor de relevo, a "falta de interesse/motivação" dos professores, ao contrário dos dados por nós recolhidos. Na nossa perspectiva, esta dificuldade sentida pelos sujeitos do nosso estudo pode compreender-se à luz da filosofia de funcionamento do projecto educom. De facto, os responsáveis do educom preconizam a exploração dos serviços do BBS Minerva e da telemática numa perspectiva do apoio à realização de projectos educativos inter-escolas, com forte incidência na troca de ideias, opiniões e materiais. Esta filosofia de funcionamento implica, forçosamente, a necessidade do envolvimento de um número relativamente elevado de professores e alunos, de modo a manter um ritmo de interacção adequado ao desenvolvimento dos projectos e capaz de assegurar a manutenção do interesse e empenhamento de professores e alunos. A apoiar esta interpretação está também o facto de se constatar que, por um lado vários professores (11) referem a falta (ou número diminuto) de interlocutores como uma dificuldade importante (que incluímos nos problemas de comunicação) e, por outro lado, surgirem também algumas referências à dificuldade de "lidar com a filosofia dos projectos" entre as quais se contam afrimações do tipo "os professores não estão habituados a trabalhar numa perspectiva interdisciplinar".

    Do nosso ponto de vista, todas as dificuldades apontadas pelos professores e que enquadramos nas categorias de "problemas técnicos", "problemas institucionais" e "problemas ao nível dos professores", parecem ser de algum modo indicadores da pouca experiência dos professores (em termos de uso da telemática), sugerindo a necessidade de criar condições para maior e melhor formação técnico/pedagógica neste âmbito. Note-se que estas "categorias" de problemas são bastante mais referidas pelos professores do que as questões relacionadas com "aspectos curriculares", "problemas de comunicação" e "problemas em lidar com a filosofia dos projectos". Em nossa opinião este facto explica-se não por se tratar de questões de importância "menor" mas, pelo contrário, poderão ser indicadores de que grande número de professores, preocupados com a resolução dos problemas mais prementes (dificuldades técnicas, falta de tempo, falta de equipamentos, etc...) não sentem ainda de forma muito intensa problemas mais directamente ligados com a utilização da telemática em actividades concretas, enquadradas em contexto educativo, como é o desenvolvimento de projectos educativos. Note-se que, quando consideramos os problemas relacionados com aspectos curriculares (considerados no seu conjunto), regista-se um número maior de indicações sobre dificuldades a este nível (comparativamente aos "problemas de comunicação" e aos "problemas relacionados com os projectos"), embora com menor incidência do que os problemas técnicos, institucionais, de formação ou de disponibilidade temporal dos professores. Em nossa opinião, as dificuldades apontadas pelos professores e que enquadramos nos aspectos relacionados com o currículo, denotam alguma preocupação com as possibilidades de utilizar a telemática em actividades com alunos.

    Embora os dados que aqui apresentamos não sejam a única fonte de informação em que nos baseámos, dado que o levantamento que realizamos foi bastante mais extenso (e será divulgado em situação mais oportuna), os valores recolhidos sobre as principais dificuldades dos professores parecem sugerir a necessidade de procurar resolver problemas e dificuldades as três níveis. Por um lado é necessário resolver os problemas ao nível das "dificuldades técnicas" e ao nível das questões financeiras e organizacionais ao nível da escola bem como aumentar a formação e sensibilização dos professores em relação à telemática educativa. Uma outra área em que se faz sentir necessidade de formação e apoio tem a ver com a produção de materiais de apoio á integração curricular do uso da telemática. Finalmente, é de considerar que a filosofia de trabalho por projectos interescolas, subjaecente à criação do educom e do BBS minerva, tem algumas exigências e necessidade específicas que urge ter em consideração.

  • Principais vantagens
  • No que concerne às principais vantagens apontadas pelos professores para a utilização da telemática em contexto educativo consideramos que as diferentes respostas se poderiam agrupar em três "categorias" correspondendo a vantagens ao nível dos alunos, ao nível dos professores e ao nível da prática educativa (ver tabela 3).
     


    TABELA 3

    Tab. 3 — Principais "categorias" das vantagens referidas pelos professores, indicando o número de vezes que cada vantagem é referida bem como o valor percentual considerado em relação ao número total de respondentes


    Vantagens centradas no aluno. As vantagens manifestadas a este nível põem em evidência a existência de uma certa preocupação dos professores com o desenvolvimento de algumas competências ao nível da comunicação, pesquisa e acesso à informação (15%) e por outro lado, uma valorização do aluno como elemento central no processo de ensino e aprendizagem, como parece ser evidenciado através da referência ao aumento de motivação (57%) e participação dos alunos (26%).

    Vantagens centradas no professor. As referências que se incluiram nesta categoria situam-se a dois níveis: por um lado, na possibilidade de aceder a fontes de informação com interesse pedagógico sejam elas provenientes do conhecimento ou experiência de colegas (32%) quer de outro tipo de fontes (22%), por outro lado, uma forma de motivar os próprios professores (embora a referência a esta possibilidade seja feita por um número diminuto de professores – 7 (10%)).

    Vantagens centradas na prática pedagógica. Incluiram-se nesta categoria as referências que parecem mostrar a existência de uma certa atitude de mudança e de abertura dos professores à inovação tecnológica que é evidenciada, em nossa opinião, através da referência a diversas vantagens associadas à utilização da telemática, nomeadamente a "realização de projectos educativos interescolas", o "promover o contacto com novas tecnologias", o "proporcionar estratégias de ensino mais centradas no aluno" e o proporcionar "abordagens mais interessantes de alguns assuntos".

    Quando consideramos, por um lado as principais dificuldades apontadas pelos professores no que concerne à utilização da telemática em contexto educativo e por outro lado as vantagens que estes consideram resultar desse mesmo uso, parece ressaltar que, embora os professores sintam muitas carências em termos da existência de problemas técnicos e ao nível da sua própria formação técnico / pedagógica parecem reconhecer vantagens na sua utilização quer em termos pessoais, como professores, quer do ponto de vista dos alunos. Não podemos contudo esquecer que um grande número de referências às vantagens do ponto de vista dos alunos, se situam ao nível da motivação. Sem desmereçer na importância da motivação como um elemento importante na aprendizagem, a experiência, neste e noutros âmbitos, tem revelado que este factor não é suficiente para justificar a utilização de uma tecnologia, uma vez que o efeito motivacional de uma inovação desta natureza tende a ser passageiro.

    Apesar da forte incidência em referências a vantagens motivacionais, existe também um conjunto de referências (na sua generalidade incluídas na categoria "prática/estratégia pedagógica") que revelam da parte dos professores envolvidos perspectivas sobre possíveis utilizações da telemática ao nível da prática pedagógica e do processo de ensino-aprendizagem.

    A modo de síntese, parece-nos interessante constatar que apesar do grande número de professores possuir pouca experiência de utilização e apontar a existência de problemas técnicos e de falta de formação, parecem contudo possuir algumas perspectivas em termos de vantagens de utilização. A finalizar não podemos deixar de referir que os dados que se apresentaram não permitem ajuizar acerca do reflexo que as perspectivas dos professores em termos de vantagens de utilização da telemática, têm, ou não têm, na sua prática educativa.