Programar em Logo - a acessibilidade,
o processo e a inserção curricular

Joana Fernandes, Carlos Janardo, Pedro Morato,
Silvina Antunes, Teresa Abranches
Pólo MINERVA da Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa
Portugal




Esta comunicação por demonstração, sinteticamente enquadrada e fundamentada num primeiro resumo apresentado no passado dia 31 de Março, contemplará três momentos.

Num primeiro momento, apresentaremos, de forma breve, a situação de aprendizagem que temos documentada em vídeo, referindo nomeadamente as concepççes teóricas e filosóficas que a sustentam assim como os paradigmas de Ensino-Aprendizagem que lhe correspondem.

Este ensaio foi concebido partindo dos seguintes pressupostos, no âmbito da Linguagem LOGO:

- com esta linguagem as crianças envolvem-se, em cada uma das etapas de resolução de problemas, num processo de argumentação e validação contínuo dos procedi-mentos e estratégias, tendo em conta os processos dos outros e o sentido das acççes conjuntas; na verbalização dos seus processos de pensamento que as conduz e encoraja a reflectir sobre o seu modo próprio de agir e pensar; numa auto-avaliação quando, face aos resultados obtidos, estes revelam corresponder à antecipação feita ou se revelam inéditos ou inatingidos.

No âmbito da criação de contextos de Ensino-Aprendizagem pretendeu-se promover situaççes de:
 


Estes aspectos, em nosso entender, constituem formas de concretização de uma teoria de Aprendizagem segundo a qual Aprender é um processo de intimidade único que renuncia, no entanto, à ligação a pontos de vista únicos.

A apresentação de um documento em vídeo (com a duração aproximada de 15 minutos), relativo ao ensaio experimental realizado com um grupo de seis crianças com idades compreendidas entre os 9 e os 12 anos, fará parte de um segundo momento. A passagem do vídeo, será acompanhada de uma breve descrição do seu conteúdo relacionada com as duas partes fundamentais que integram este documento:


O espaço de jogo constitui a área física e sensível sobre a qual se exprime a concretização do mental e a exteriorização de uma iniciativa. Os trajectos que o robot realiza simbolizam essa articulação entre os espaços físico e mental.

A construção de um robot Lego, pelas crianças, constitui, em nosso entender, uma actividade de extrema importância por envolver as crianças num projecto cuja dinâmica implica simultaneamente o "desenho" do móbil, a análise dos sub-problemas que coloca e o atingir de soluççes práticas muitas vezes imperfeitas mas satisfatórias.

No terceiro e último momento, os participantes poderão colocar questçes relativas ao trabalho apresentado e ao material utilizado. Este material estará à disposição dos presentes para apreciação e manipulação.