Comunicação com Crianças Surdocegas


 


Isabel Amaral 

Escuela Superior de Educación de Lisboa,

Portugal

Conceito de Comunicação

Comunicar é um processo de troca de informação usado por parceiros para influenciar o comportamento de outros (Orelowe and Sobsey 1991). É uma função inerente ao ser humano. Qualquer comportamento é potencialmente comunicação e é impossível não exibir comportamentos. Comunicamos através de gestos, movimentos, olhares, modificações de tónus muscular, sorrisos, choro, etc.. Comunicamos mesmo quando nos recusamos a comunicar. Até os comportamentos disruptivos de algumas crianças com deficiências profundas são tentativas de comunicação que por vezes representam o único meio disponível para transmitir informação na ausência de um código ou de meios mais adequados de comunicação. (Mirenda, Donnelan, Mesaros & Fassbender 1984) Dito simplesmente, é impossível não comunicar. Todos comunicamos, ainda que a diferentes níveis de simbolização e com formas de comunicação diversas.

Importância da Visão e Audição no Desenvolvimento da Comunicação

No processo de desenvolvimento da comunicação na criança normal a visão e a audição têm um papel determinante. É a visão que proporciona à criança a apreensão do concreto, que lhe permite ter acesso ao mundo à sua volta, e que lhe desperta, progressivamente, a curiosidade que a faz movimentar-se e começar a explorar o ambiente. Através da visão a criança reconhece objectos e faces familiares e antecipa o funcionamento destes antes mesmo deles actuarem. A visão, associada à experiência, permite que a criança vá adquirindo noções de espaço: estender a mão possibilita-lhe alcançar objectos e faces no seu perímetro próximo, gatinhar permite-lhe alcançar objectos já fora deste perímetro, andar permite-lhe ir ao encontro de pessoas que podem estar já fora do seu campo visual.

Mas fazer isto implica correr riscos: uma cadeira que está no caminho pode tornar-se um perigo; o desconhecimento do local exacto onde está a mãe pode ser razão de insegurança e impedi-la de se aventurar no espaço. A audição permite a manutenção do contacto fora do campo visual. Permite também o desenvolvimento da codificação, da capacidade de falar das coisas na ausência delas. Esta capacidade, associada à experiência, possibilita o desenvolvimento da capacidade simbólica. É também através do uso da audição associada à experiência que a criança desenvolve a capacidade de sequencialização e, através desta, a noção de tempo.

A associação destas duas capacidades perceptivas proporciona à criança, para além da capacidade de conhecimento e experimentação da realidade, a capacidade de antecipação de acontecimentos e a previsão de perigos potenciais. Quando a mãe diz "vamos comer" a criança sabe, a partir de certa altura, o wue isto quer dizer e antecipa o prazer (ou desprazer) da situação. Quando uma criança se desloca, é capaz de ver um objecto na sua frente, antecipar o perigo potencial e desviar-se dele. Mesmo que o não faça, a voz da mãe pode avisá-la de que é preciso ter cuidado.

A capacidade de organizar toda esta informação suscita na criança a vontade para novas aventuras e desenvolve uma curiosidade cada vez maior pelo mundo que está à sua volta. É com base nesta apreeensão progressiva do mundo que a criança vai desenvolvendo a capacidade de comunicar.

O Desenvolvimento Sensorial e Perceptivo na Criança Surdocega

As crianças surdocegas tem dificuldade em comunicar. O mundo apresenta-se-lhes como algo de caótico, desorganizado e potencialmente perigoso que as torna incapazes de se aventurarem na sua descoberta (Fox, 1985). As dificuldades de tratamento da informação sensorial, derivadas quer de deficits sensoriais quer de deficits neurológicos, dificultam o acesso à informação. Por seu lado, as dificuldades de integração das várias informações sensoriais num todo com sentido, fazem com que as limitações no conhecimento do mundo se tornem ainda maiores.

Se, através da visão, a criança normal aprende a reconhecer a cara da mãe quando esta se aproxima e a antecipar o movimento desta quando ela lhe quer pegar, para as crianças surdocegas esta experiência revela-se, muitas vezes, uma ameaça potencial. A criança é tocada, mexida, virada, pegada ao colo, passada de uma colo para outro, na ausência de informação sensorial que a tenha preparado de forma eficiente para o que vai acontecer. A única informação que recebe é de tipo tactil, e esta apenas surge quando já é demasiadamente tarde para que a criança se possa organizar e antecipar a situação.

O contacto corporal torna-se deste modo muitas vezes desencadeador de choro e mal estar porque é sentido como perigoso. A criança fica dependente da informação tactil para poder dar-se conta do que vai acontecer. Só que essa informação não permite a distância relativamente ao estímulo . Esta distância, sempre presente no caso da informação auditiva e visual, dá à criança normal tempo para se organizar.

Algumas destas crianças tendem assim a evitar o contacto físico dado não serem capazes de antecipar que uma determinada pessoa lhes pode proporcionar um contacto agradável. Este tipo de funcionamento ocasiona na mãe alguma dificuldade em relembrar ocasiões em que as suas tentativas de contacto físico com a criança tenham sido agradáveis, o que impede o estabelecimento de relações significativas, com repercussões em todo o desenvolvimento socio-afectivo (Clark & Seifer, 1983).

Por seu lado, a falta de uma relação significativa origina, como é sabido, sentimentos de insegurança que dificultam qualquer investimento na exploração do ambiente.

A criança fica assim duplamente privada de possibilidades de aprendizagem: por um lado a insuficiente informação sensorial dificulta ou impede a apreensão de dados do ambiente; por outro lado, as suas dificuldades no estabelecimento de uma relação de segurança básica, associadas às deficiências sensoriais, dificultam-lhe o desenvolvimento da capacidade exploratória que lhe permitiria aprender dados novos sobre o ambiente em que está inserida.

A Comunicação e o Desenvolvimento de Crianças Surdocegas

Muitas crianças surdocegas, não tem capacidade de desenvolver linguagem abstracta ou de desenvolver a fala como modo de comunicação. A comunicação deverá, assim, ser a prioridade número um e o centro de toda a nossa intervenção com indivíduos com este tipo de deficiências. A comunicação melhora a qualidade de vida. Quanto mais severa fôr a deficiência mais isolado se pode tornar o indivíduo. A comunicação liga os indivíduos ao mundo, torna-os capazes de estabelecer relações com outras pessoas, diminuindo assim o seu isolamento. Helen Keller disse que antes de poder comunicar era uma pessoa frustrada e confusa e a vida tinha pouco significado. É essencial que todas as pessoas envolvidas no dia a dia de uma criança surdocega considerem a comunicação nesta perspectiva alargada. Comunicação é mais do que ser capaz de usar a fala ou mesmo de desenvolver linguagem.

A fala é apenas uma capacidade motora de expressão oral de elementos que nos serve como instrumento de transmissão da linguagem. Pode ser substituida por outros instrumentos como o gesto, a escrita ou sistemas gráficos. Para que seja funcional implica sempre o desenvolvimento subjacente da linguagem.

A linguagem é um sistema simbólico. É a capacidade de usar um conjunto de regras que definem a estrutura do código utilizado. Este código varia em função da comunidade em que a pessoa está inserida.

Comunicar é mais do que ser capaz de falar ou de ter linguagem. A comunicação é um processo em que estão obrigatoriamente envolvidas pelo menos duas pessoas com uma vontade comum de troca de informação. Implica a capacidade de entender e produzir informação significativa para o outro parceiro.

Tanto os professores como os pais precisam de observar e responder a todas as formas de comunicação não simbólica apresentadas pela criança. Estas podem ser apenas pequenos movimentos, riso, choro, apontar, dirigir o olhar para algum objecto, etc. Por vezes alguns destes comportamentos não simbólicos como o levantar de um braço ou o piscar de olhos podem ser, de início, não intencionais, mas é importante dar-lhe intencionalidade e responder-lhes para que a criança aprenda a usá-los significativamente. Em crianças com limitações graves de comunicação a atribuição de significado a comportamentos como estes pode significar dar-lhes, por exemplo, a capacidade de pedir mais ou de recusar alguma coisa, o que é um passo fundamental na sua qualidade de vida.

Vamos considerar três aspectos fundamentais relativamente à comunicação. Em primeiro lugar todas as crianças comunicam, independentemente das suas dificuldades, sendo apenas necessário movimento para que se possa desenvolver a comunicação. Nenhum sistema de símbolos, isoladamente, serve as necessidades de todas as crianças. Cada criança deverá ser encorajada a usar vários modos de comunicação. Finalmente, todos os indivíduos tem direitos básicos de comunicação.

Todas as crianças comunicam

Todos os comportamentos tem potencial de comunicação. A Susana, que veio de Cabo Verde, tem 14 anos e uma doença neurológica progressiva. O único movimento que ela tem é ser capaz de apertar com a mão .Essa capacidade de apertar a mão da professora foi desenvolvida para que ela pudesse indicar que queria mais numa actividade agradável para ela como, por exemplo, ouvir ler uma história. Consegue também activar um interruptor para pôr em acção uma ventoínha ou um gravador. No caso da Susana, a capacidade de controlar o ambiente através da comunicação, melhorou a sua qualidade de vida. Estes são realizações muito simples e não representam passos muito grandes, quando comparados com outras crianças sem problemas. No entanto relativamente à Susana, são passos gigantes.

Há alguns aspectos fundamentais a ter em consideração, ao desenvolver planos de intervenção a nível da comunicação:

Ter vontade de trocar informação com alguém

É importante que a criança surdocega desenvolva intenção comunicativa, e não seja apenas um instrumento de resposta a solicitações do parceiro. É a resposta do meio que desenvolve, na criança sem problemas, a intenção comunicativa. 

Muitas vezes, devido a longos períodos de não solicitação comunicativa, ou a experiências frustantes nesse campo, a criançasurdocega acaba por desistir de alargar a capacidade comunicativa, limitando-se, no máximo, a usar algumas formas básicas de comunicação reladionadas com a sua sobrevivência, ou desistindo mesmo de comunicar. A ausência de tentativas de comunicação será sempre um indicador de desistência, e, sobretudo, um indicador de que os comportamentos potencialmente comunicativos da criança nunca foram respondidos adequadamente.

Desenvolver a curiosidade e a vontade de procura de informação através da comunicação é, pois, um dos desafios postos a quem trabalha com estas crianças

Ter alguma coisa para transmitir É necessário o conhecimento do mundo, do meio ambiente, das pessoas que nele circulam e da funcionalidade que estas possam ter; ter necessidade de se expressar para desempenhar funções comunicativas diferenciadas (pedir, negar, protestar, etc.). O alargamento de contextos, quer relativos a pessoas quer a ambientes é aqui, um factor essencial. É a definição clara de contextos que permite o acesso ao conteúdo das mensagens. Qualquer tentativa de comunicação que não tenha como suporte um contexto claramente significativo para a criança torna-se potencialmente mal sucedido, na medida em que dificulta ou impede mesmo o acesso ao que o parceiro quer dizer. A natureza das interacções será definida pelos vários tipos de contextos: social, físico e comunicativo.

- Ter alguém a quem o transmitir 

Este é um dos aspectos mais importantes da comunicação. Implica ser capaz de reconhecer pessoas como potenciais receptores e sobretudo instrumentos de troca de informação e depende do progressivo estabelecimento de relações de confiança, bem como da funcionalidade das interacções comunicativas. A criança surdocega necessita de sentir que determinada pessoa tem algo a trocar com ela, lhe pode ser útil se entrar em comunicação com ela, ou que pelo menos pode entender o que ela quer dizer e responder de forma satisfatória.

A definição de parceiros de comunicação é pois um factor a considerar na definição de um plano de desenvolvimento da comunicação. Dois factores são, aqui, de considerar: o tipo de parceiros e o número. Se por um lado é fundamental que a criança tenha acesso ao maior numero possível de parceiros, deverá por outro lado ter-se em consideração a necessidade de que as relações estabelecidas com a criança sejam verdadeiramente comunicativas, isto é, que aquilo que seja dito à criança use a(s) forma(s) de comunicação mais adequada(s) e que represente uma verdadeira função de comunicação no contexto em que os interlocutores se encontram. O parceiro "sem problemas", necessita de se adaptar às necessidades e capacidades da criança, não podendo esperar que seja esta a adptar-se às suas necessidades.

- Ter uma forma de o transmitir

O estabelecimento do carácter comunicativo de vários comportamentos depende da forma como o ambiente responde às primeiras reações do bebé: este habitua-se a ser respondido ou não e estas primeiras trocas são determinantes para o estabelecimento da própria intenção comunicativa.

As formas de comunicação a utilizar com cada criança são portanto fundamentais no estabelecimento da comunicação, tornando-se fundamental para o desenvolvimento da comuicação que a criança tenha ao seu dispôr as formas que lhe são mais adequadas para poder comunicar. Estas formas deverão estar constantemente disponíveis.

Sistemas de símbolos

Não há , como já vimos, um sistema de simbolos que sirva todas as necessidades de comunicação de crianças com problemas de comunicação. A escolha do sistema ou sistemas e dos modos de comunicação que uma criança irá usar tem que ser um processo individual que terá que ter em conta os seguintes aspectos: - Capacidade de simbolização da criança - é necessário que o sistema seja adequado ao nível de simbolização da criança. Para o João, que tem uma multideficiência grave, o uso de objectos para comunicar é compatível com o seu funcionamento. No entanto, os gestos e os sistemas gráficos são demasiadamente complexos. - Aceitação por parte dos professores e família - por vezes, um determinado sistema pode ser demasiadamente complexo e dificultar a comunicação em lugar de a facilitar. O Luís tem uma paralisia cerebral que lhe impede o uso da fala inteligível. Está integrado numa escola de ensino regular, sem apoio, e com bom aproveitamento. Usa um quadro com o alfabeto e com números que foi desenvolvido pela família e pela professora da escola e que lhe permite soletrar as palavras que quer utilizar. Embora, possivelmente, um sistema gráfico ou um computador pudessem ser de utilização mais rápida, todas as pessoas incluindo o Luís se habituaram a este modo de comunicação pelo que seria difícil a introdução de um outro sistema. - Uso de várias formas de comunicação - A possibilidade de uso de várias formas de comunicação é um facilitador da comunicação na medida em que aumenta a possibilidade de interacção com parceiros diferentes. A Ana é uma adolescente surdocega com visão residual. Compreende o significado de linguagem gestual. No entanto, quando vai a um restaurante usa uma carteira com fotografias do que quer comer, podendo assim pedir independentemente. Muito embora a linguagem gestual fosse sem dúvida mais rápida, o código usado não seria percebido pelas pessoas que servem no retaurante, tornando este modo de comunicação ineficaz naquele ambiente.

Para as crianças que não tem acesso à linguagem abstracta o uso de objectos é fundamental como forma de organização do mundo e de antecipação de situações. Um guardanapo ou uma colher podem indicar a hora de comer. Um conjunto de objectos que sejam do conhecimento da criança pode tornar possível informá-la do que vai acontecer antes de ocorrer a actividade. A organização de objectos em sequência pode indicar à criança a forma como vai decorrer o seu dia, permitindo a introdução de noções básicas de tempo. Organizam-se assim os calendários de objectos que são fundamentais no trabalho com estas crianças .

Exemplo de objectos usados num calendário:

De uma forma muito genérica um calendário como o que atrás fica referido,poderá indicar à criança que vai para a escola (casaco), depois vai àmúsica ( tambor), em seguida vai comerfazer pintura (avental), depois vai à comer (maçã)) em seguida vai ao recreio (bola), depois volta para a sala de aula (caneta) e no fim volta para casa (casaco) no carro da mãe (chave). A selecção dos objectos será feita em função da funcionalidade destes nas actividades referidas. É essencial que os objectos sejam reconhecidos como representando ou fazendo parte da actividade que pretendem indicar. Assim, um casaco no verão pode não fazer qualquer sentido para indicar à criança que vai para a escola. A um nível mais avançado de simbolização, e sempre que possível, estes objectos poderão ser substituídos por partes do objecto ou por contornos a negro feitos a partir do objecto real com a participação da criança.

Em resumo, e para que a comunicação com crianças surdocegas possa vir a ser bem sucedida, há que ter em consideração quatro aspectos dietintos:

Contexto (local, pessoas envolvidas, tópico de que se vai falar...) Conteúdo (o que se vai dizer, o que se vai seleccionar como importante para referir num determindado contexto...) Forma (de que modo se vai transmitir essa informação: objectos, gestos, imagens,etc) Parceiros (quem são os interlocutores capazes de interagir com a criança, como alargar o número desses interlocutores).

Direitos básicos da criança surdocega

Finalmente, quando consideramos crianças surdocegas ( ou com multideficiências graves), é essencial que tentemos entrar dentro delas para perceber o que têm para nos transmitir, através da observação das suas formas de comunicação. Se tal fosse possível, talvez o que elas tenham para nos dizer seja mais ou menos isto: - Por favor, dêm-me oportunidade de pedir o que quero e falar àcerca de pesosas, coisas ou acontecimentos. - Por favor dêm-me oportunidade de dizer quando quero mais de alguma coisa e respeitem o meu pedido. - Dêem-me a oportunidade de dizer não e respeitem-no. - Dêem-me a oportunidade de chamar a vossa atenção para interagirem comigo. Vocês são os meus parceiros de comunicação! - Eu quero comunicar. Olhem para mim e para o que eu faço. Falem-me das coisas que estão à minha volta. Eu também quero falar sobre isso!

A comunicação com crianças com multideficiências e surdocegas é um processo que envolve a pessoa totalmente. É a aventura de querer entender e responder a indivíduos que apresentam formas diferentes de trocar informação mas que nem por isso tem menos para dizer. A sua capacidade de o fazer depende totalmente da nossa capacidade de adaptação à sua forma individual de se exprimirem. Trabalhar, e, de modo geral, interagir com este tipo de crianças implica decidirmo-nos a utilizar todos os nossos esforços para que estes direitos básicos de comunicação e de controle do ambiente sejam respeitados e desenvolvidos. Só assim podemos falar de uma verdadeira qualidade de vida compatível com o uso de todas as suas capacidades.

Isabel Amaral, M.Ed. Professoa Adjunta da Área das Necessidades Educativas Especiais Escola Superior de Educação de Lisboa - Portugal Bibliografia

Clark,G.N.,Seifer,R.(1983). Facilitating mother-infant communication: A treatment model for high-risk and developmentally delayed infants. Infant Mental Health Journal,4(2),67-81.

Donnellan,M.,Mirenda,P.,Mesaros,R.,Fassebender,L.(1984).Analizing the communicative functions of aberrant behavior. Journal of The Association for Persons with Severe Handicaps 9(3) 201-212.

Fox,M.A.(1985).The effects of combined vision and hearing loss on the attainment of developmental milestones. The University of Western Ontario(Canada).

McInnes,J.M. e Treffry,J.A.(1982). Deaf-blind infants and children: A developmental guide. Toronto:University of Toronto Press.

Orelowe, F.P., Sobsey, R.N. (1991) Education Children with Multiple Disabilities: A Transdisciplinary Approach. Paul Brookes Publ.Co. Baltimore

Smithdas,R.,(1981).Psychological aspects of deaf-blindness,in Understanding and educating the deaf-blind severely and profoundly handicapped. S. Walsh and R. Holzeberg (Ed).
 


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